Chocolate Chips Cookies


Chocolate Chips Cookies

Ano passado, ao voltar da aula de inglês, Clarinha me trouxe alguns cookies que a turminha tinha feito em sala. Deliciosos, suculentos, macios, do tipo que derretem na boca.

Perguntei pela receita e, para variar, ela não se lembrou da quantidade exata dos ingredientes. Essa menina tem a cabeça nas nuvens! Este ano, noutra turma, com outra professora, os mesmos cookies voltaram a fazer parte da programação. Mais uma vez pedi a receita e nada.

Cheguei a ligar pra escola de idiomas, fazendo uma bela chantagem emocional, alegando a proximidade do dia das crianças e implorando que me enviassem por e-mail a tal receita. Promessas feitas, promessas descumpridas. Imaginei que com a quantidade de crianças que eles têm para monitorar não iam mesmo ter tempo para me enviar uma receita por e-mail. O interesse era meu, eu que fosse à luta.

Tal qual uma grávida desejosa, saí ontem imbuída com um só objetivo: ou voltava de lá com a receita na mão, ou não voltava de jeito algum.  rsrs Quem não chora não mama, já diz o ditado. Consegui! Recebi uma xerox da receita, ainda em inglês, e assim que cheguei em casa passei a executá-la.

Em menos de uma hora, os cookies ficaram prontos, a casa ficou totalmente invadida pelo delicioso aroma e eu matei uma vontade que já durava mais de ano. Valeu a pena! As meninas nem acreditaram que em plena quarta-feira iam levar essas guloseimas de lanche pra escola!

Parece que a dieta longa vem acentuando minha vontade de comer doce. Talvez a minha glicose esteja baixando, ou talvez eu já me sinta em condições de fazer uma estripulia vez ou outra. O fato é que comi sem culpa uns 3 cookies de uma só vez e, por breves instantes, fui a pessoa mais feliz do mundo.

Oscilando receitinhas lights e guloseimas de festa, este blog vai seguindo como eu, na corda bamba, saboreando esses prazeres a conta gotas, mas sem nunca esquecer o lado doce da vida – que o que é bom pode e deve ser aproveitado, com a devida moderação.

Chocolate Chips Cookies

1/2 xícara de margarina
1/2 xícara de gordura vegetal
1 xícara de açúcar mascavo
1/2 xícara de açúcar cristal
2 ovos
1 colher de chá de baunilha
2 1/2 xícaras de farinha de trigo (sem fermento)
1/2 colher de chá de sal
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 xícara de gotas de chocolate (uma barra de chocolate meio amargo picada grosseiramente)

 

Aqueça o forno a 200º C. Misture a margarina com a gordura, o açúcar, os ovos e a baunilha até ficar cremoso. Eu usei a batedeira, com batedores para massa leve.

Misture a farinha, o bicarbonato e o sal peneirados, ainda na batedeira. Desligue e adicione o chocolate picado, com uma espátula.

 cookies

Modele a massa usando uma colher de chá, formando bolinhas deixando 5 centímetros de distância entre elas na assadeira, sem untar.

Asse até ficarem marrom claro (8-10 minutos). Os centros ainda estarão macios. Como meu forno é mais lerdo, deixei quase 15 minutos.

cookies assando

Deixe esfriar um pouco. Retire do assadeira e passe os cookies para uma grade para que esfriem homogeneamente.

cookies esfriando

A receita rende cerca de quatro dúzias de biscoitos.

A textura desses cookies é macia, não espere biscoitos crocantes ou duros, como os industrializados.

Chocolate Chips Cookies

 

Obs: Por levar grande quantidade de gordura e açúcar esta receita não é o que se pode chamar de um prato saudável. Aqui em casa, minhas filhas não sofrem de problemas com a balança, por essa razão penso que todos os alimentos são permitidos, desde que respeitadas as devidas proporções.

Estes cookies marcarão presença nas próximas reuniões festivas aqui em casa, mas não farão parte da nossa alimentação diária, até porque são tão gostosos que fica difícil controlar a quantidade ingerida por cada uma delas. É melhor evitar.

São uma excelente sugestão para presentear pessoas queridas. Embalados numa bonita caixa ou lata decorada, não fariam feio nas comemorações de fim de ano.

Espero que testem e voltem para me contar o que acharam da receita.

Um cheiro enorme,

Claudinha.

    Postado por Feito a Mão em comidinhas de festa,culinária | Comentários (33)

    O convite da festinha de matrioskas


    Falta menos de um mês para a festinha da Mariana e vocês devem estar estranhando a falta de posts sobre o assunto. Em outros anos, nessa época, já havia pelos menos uns 6 ou 7 posts sobre o assunto.

    Não é que eu esteja querendo fazer suspense, de modo algum, vocês já me conhecem o suficiente para saber que não sou disso. Acho uma bobagem tremenda pensar assim. Ainda mais quando se trata de um evento tão pequeno e íntimo.

    Bem, a verdade é simplesmente que andei muito ocupada com o meu trabalho ultimamente e, apesar de já estar fazendo muitas coisinhas da festa, quase nada está concluído. E gosto de mostrar cada projeto do começo ao fim.

    Finalmente acabei o convite. Para ser bem franca, este post não tem como finalidade principal ensinar um passo a passo, mas contar como nasceu a inspiração desse projeto e todos percalços que tive de enfrentar em sua execução.

    Muitas vezes eu leio comentários de mães de primeira viagem, que se dizem sem jeito para artesanato, ou sem inspiração para criar. Quando a gente acompanha um blog de festas ou de artesanato, pode ficar com a ideia errada de que todas aqueles projetos nascem espontaneamente e são executados sem dificuldade alguma. O que nem sempre é verdade.

    Fazer uma festinha a mão, sozinha, requer um bocado de trabalho, planejamento e organização. Nem sempre fazer tudo em casa vai sair mais barato que encomendar a um profissional especializado. Então, eu não recomendo que ninguém enverede por esse caminho se sua única motivação for fazer economia.

    Muitas vezes, quando estamos desenvolvendo um projeto original – assim entendido como algo feito em primeira mão, não copiado de outro já pronto – estamos sujeitos a erros, desperdício de material, retrabalho, gasto de tempo para contornar os obstáculos pelo caminho, enfim, nem sempre as coisas saem como imaginávamos e é preciso ter disposição, paciência e persistência para conseguir chegar ao fim.

    Com esse convite aconteceu exatamente isso. Vendo agora, já prontinho pode não parecer, mas foi o convite mais difícil e trabalhoso que eu já fiz.

    A concepção do projeto nasceu da própria essência do brinquedo matrioska: uma bonequinha contendo outra e assim por diante. Eu queria que o convite expressasse essa ideia. Queria fugir daqueles tradicionais convites impressos em papel.

    Após toda trabalheira e alguns custos não previstos, posso dizer que estou muito orgulhosa de mim mesma, mais pela perseverança que pelo resultado em si. Vocês vão entender do que estou falando quando acompanharem a odisseia abaixo.

    1ª tentativa

    Conversando com Clarinha e Mariana, minhas maiores fontes de inspiração, surgiu nossa primeira luz: uma matrioska de papel com bolsos, onde fossem colocadas as matrioskas menores.

    Clarinha chegou a fazer um croqui do convite, vejam só como ela é jeitosa:

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    Eu até cheguei a reproduzir um protótipo, usando o mesmo kit digital que estou usando nesta festa, mas não me agradei do resultado.

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    Como as matrioskas do kit não tinham bolso, o bolso que eu improvisei nunca ficava bem cortado, o acabamento do verso da matrioska não ficou legal. Tentei fazer o convite em formato aberto, como um cartão, e também não gostei do resultado. A ideia era excelente, mas a execução não ficou a contento.

    Fica a dica para as mais jeitosas e pacientes.

    Desisti desse modelo e parti para o segundo.

    2ª tentativa

    Pensei em fazer um chaveiro com as matrioskas, impressas em papel couchê ou outro de gramatura mais alta.

    Comprei um cordão de bolinhas de metal, usado em chaveiros, e várias trancas individuais, como esta que aparece abaixo. Minha ideia era prender as cinco matrioskas de tamanhos diferentes, contendo no verso de cada uma um trecho do texto do convite.

    Convite festa Matrioska

    Na minha pressa de concluir o projeto, imprimi as matrioskas em papel linho, gramatura 180g/m², na minha impressora caseira, jato de tinta. Cortei todas, antes mesmo de fazer um teste para ver se dava certo. Cheguei a ficar com calo no polegar direito!

    Convite festa Matrioska

    Só depois fui quebrar a cabeça para ver como faria o texto no verso de cada uma.

    Cada matrioska deveria conter uma informação:

    A maior, avisaria da festinha para comemorar o 7º aniversário da Mariana; a segunda, informaria o lugar; a terceira, a data e a hora; a quarta indicaria nossos telefones (já que a festinha será apenas para crianças) e a última se despediria carinhosamente.

    Imprimi o texto num papel autocolante, recortei e tentei unir as duas peças, depois de cortadas. O acabamento não ficou bom, para variar.

    Novamente, meu erro foi na execução. O que me leva a concluir que desenvolver um projeto sob forte estresse não é uma boa. Eu estava com muito trabalho, poucas horas livres e pouca paciência para coisas melindrosas. Dizem que a criatividade nasce do ócio. Eu não tenho a menor dúvida.

    Acabei desistindo dessa ideia também, com uma peninha danada!

    3ª tentativa

    A terceira alternativa surgiu quando vi o convite que a Katinha, do Casos e Coisas da Bonfa fez para o aniversário dela. O convite ficou fantástico e fiquei morrendo de vontade de adaptar o projeto ao tema da festinha da Maricota.

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    Katinha gentilmente me cedeu o modelo do envelope e eu me pus a quebrar a cabeça, para fazer o convite usando matrioskas.

    Só que a graça e o charme desse modelo estão justamente na composição do visual da boneca, que muda de traje à medida em que o convite é puxado.

    Como as matrioskas mudariam de tamanho, em ordem decrescente, eu não consegui o mesmo efeito. A janela do envelope teve de ficar maior e as matrioskas iam aparecendo, sem conexão alguma com a parte externa, como acontecia com o convite da Katinha.

    Convite festa Matrioska

    Até que ficou bonito, mas não teve o impacto visual que eu buscava. Usei uma frase bacana, que pretendo usar num porta-retrato, na mesa da decoração: Menininhas são lindas do lado de fora e mais lindas ainda do lado de dentro.  Vi uma frase similar numa festa dum site estrangeiro, só que em inglês. As faixas coloridas contendo qualidades infantis iam provando o que eu queria dizer.

    Era para ser uma surpresa, cada matrioska desvendando uma qualidade específica, mas eu – mais uma vez – não consegui executar a ideia que estava na minha cabeça.

    Tentei fazer o convite num formato de circular, com vários campos vasados, um para aparecer a matrioska e outro para a qualidade (sinceridade, pureza, alegria, etc.). Mas não fui muito longe.

    4ª tentativa

    Já desesperada, sem conseguir executar nenhuma das ideias mirabolantes que eu pretendia, resolvi apelar ao bom e velho tradicional convite impresso.

    Convite festa Matrioska

    Estava com a arte pronta para levar à gráfica, para que o acabamento ficasse melhor, já que o convite seria tão simplório, quando tive um estalo de inspiração!

    A essas alturas, a fase complicada do meu trabalho já havia passado, minha rotina estava mais ou menos normalizada e meus neurônios começavam a funcionar com mais calma e coerência. Foi então que voltei à minha segunda opção de convite. Achei que tinha descoberto um jeito de fazer dar certo.

    5ª tentativa

    O que me desagradou na segunda opção de convite foi a execução. Ou seja, a ideia era ótima, mas eu precisava encontrar um jeito de executá-la melhor.

    Concluí que eu tinha de fazer a impressão frente e verso, para não ter que imprimir em dois papéis diferentes e recortar tudo depois de colado.

    Olha a complicação! Como eu havia disposto as matrioskas em diversas posições, para aproveitar ao máximo a área de impressão do papel, o texto deveria ser escrito de frente, de cabeça pra baixo, de um lado, de outro. Como fazer isso? Como fazer coincidir perfeitamente o texto do verso com a impressão da frente?

    Coloquei o máximo de matrioskas num arquivo do tamanho de uma folha de papel A4. Couberam 10. O suficiente para fazer 2 convites. Cada matrioska seguinte foi redimensionada na escala de 85% da anterior.

     Convite festa Matrioska

    Depois do arquivo feito, criei o texto do convite, sobre a camada das matrioskas (numa camada adicional) usando o photoshop, já que no word isso seria impossível.

    Eu fiz cada trecho do texto em separado, depois girei quando necessário (vejam que algumas bonecas estão de cabeça pra baixo ou na lateral) para que ele casasse com a bonequinha correspondente. Não podia ficar uma só letrinha fora do campo.

    Depois do texto pronto e ajustado, espelhei a camada das matrioskas, para que ela ficasse invertida horizontalmente, já que a frente deveria corresponder ao verso do papel, deu pra entender?

    Fiz um teste na minha impressora. Imprimi os dois arquivos, separadamente. Primeiro a frente, virei o papel, coloquei de volta na impressora e imprimi o verso em seguida. 

    Voilá! Consegui o efeito que buscava!

    Salvei os dois arquivos (frente e verso) num pen drive e fui à gráfica, pois verifiquei que a impressão a laser ficou muito mais vívida que a impressão a jato de tinta da minha impressora caseira.

    Usei as fontes: Wendy LP Std Medium e Jokerman.

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    Vejam como ficou a impressão do lado do texto:

     Convite festa Matrioska

    No lado oposto, estavam as matrioskas, numa sincronia perfeita!

    Convite festa Matrioska

    Depois disso, pus-me a cortar – de novo – quase duzentas matrioskas. Paguei todos os meus pecados, podem crer!

    Convite festa Matrioska

    E quando pensei que meus problemas haviam terminado, tive outro contratempo. Cada matrioska deveria ser furada para que o cordão passasse por elas. Para que o furo fosse feito sem estragar as bonequinhas, pensei em usar ilhoses de scrap.

    Esses ilhoses são carinhos, pois são feitos especialmente para o uso em papel. Eu bem que tentei comprar ilhoses de costura comum, mas são muito duros para envergar em casa, sem uso de uma prensa.

    Pela internet, comprei ilhoses do tamanho mini. Eu os testei no cordão antes de aplicá-los e parecia que tudo estava bem. Só que não considerei que depois de amassados seu diâmetro diminuiria. Testei em várias bonequinhas e nada. Depois de aplicados os ilhoses, o cordão não entrava!

    Convite festa Matrioska

    Tive de encomendar outros ilhoses de tamanho médio às pressas. Graças a Deus, a loja entregou em menos de 76 horas e pude concluir meus convites no feriado do dia 12, enquanto as meninas se entretinham com seus presentes.

    Por sinal, deixo a dica dessa loja maravilhosa que já utilizei unas 3 vezes, todas sem problemas: Atacado Beija Flor. (Não estou ganhando nada com a propaganda, ok?)

    Vejam a diferença do tamanho dos novos ilhoses:

    Convite festa Matrioska

    Cortei o cordão em pedaços de 10 cm, e apliquei a fechadura que comprei em lojas de artigos para bijuteria, que mostrei logo mais acima.

    Para aplicar os ilhoses, acabei usando um alicate especializado. Tinha comprado também estas ferramentas que aparecem na foto abaixo, mas como fiz a maior parte do trabalho à noite, não quis incomodar meus vizinhos, com o barulho de marteladas.

    Convite festa Matrioska

    O resultado me deixou satisfeita. O corte das bonequinhas ficou bom, a impressão ficou vívida, o texto ficou ajustado à silhueta de cada bonequinha, os furos foram feitos sem estrago, os ilhoses foram bem aplicados e o cordão pôde correr  frouxo por eles.

    Convite festa Matrioska

    Convite festa Matrioska

    Cada convite seguirá com um lacinho de fita, onde será colada uma etiqueta com o nome de cada convidado e uma matrioska minúscula na ponta. Ainda não me decidi se o laço será dado diretamente no cordão ou num saquinho plástico, no qual o convite seguirá dentro. O que vocês acham?

    Convite festa Matrioska

    A tranca do cordão deu um acabamento mais profissional à peça, na minha humilde opinião.

    Convite festa Matrioska

    O que aprendi com isso tudo?

    É preciso ter paciência e esperar que as coisas se arrumem. O que é nosso está guardado, não adianta tentar fazer tudo do nosso jeito, quando a hora não é adequada. No devido momento, tudo se resolve e pode sair melhor que o esperado. Muitas vezes, os contratempos são necessários para nos fazer abrir a mente para novas opções.

    Posso aplicar essa pequena lição a qualquer coisa nessa vida. Especialmente na fase que estou vivendo, parece que recebi um recado divino por meio dessa experiência.

    É que eu fico procurando tirar pequenas lições de tudo o que me acontece, porque encaro até as coisas mais banais como um desafio que me fará evoluir. Deus nos fala a todo instante, de todo jeito e forma, basta estarmos atentos.

    Eu desejo a todos uma excelente semana, cheia de graças e realizações!

    Cheiro grande,

    Claudinha

     

    PS: Meus parabéns a todos os professores que passarem por aqui hoje. Estou, neste momento, assando biscoitos para presentear os mestres das minhas filhotas, a quem tenho muito a agradecer. Os presentinhos que bolei mostrarei noutro post. Sabe como é, ou assovio ou chupo cana…

      Postado por Feito a Mão em digital scrapbooking,festa infantil,passo-a-passo | Comentários (86)

      Filé ao molho shoyu, vinho e gengibre


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      Sabe o filé que falei no post de ontem? Uma delícia e bem prático de fazer, dividam? A receita é do chef Walter Takemoto, genro de uma amiga minha. Olha só a mistura que fiz: um prato principal oriental e um acompanhamento francês. E não é que a mistura deu samba?

      Limpe o filé num pedaço único, não muito alto nem muito largo.

      Deixe-o descansando algumas horas numa mistura de vinho tinto, molho shoyu e gengibre ralado. Eu usei cerca de 1 xícara de cada líquido e 1 colher de sopa de gengibre.

      filé

      Depois é só esquentar uma chapa bem quente, com um fio de azeite e selar o filé, até chegar ao ponto desejado. À medida em que o caldo da carne for secando, pode acrescentar um pouco da mistura de vinho e shoyu na frigideira.

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      Simples de doer, não? Fica saborosíssimo! 

      O vinho amacia a carne de um jeito único, enquanto o shoyu e o gengibre a temperam sem exagero. A carne fica com uma cor escura, que lembra  carvão.

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      Acho que na segunda-feira que vem esse meu “inferno astral” acaba. Só assim pra dar seguimento aos preparativos da festinha da Maricota.

      Um excelente final de semana a todos e votem consciente!

      Claudinha

        Postado por Feito a Mão em culinária | Comentários (14)

        Ratatouille au Four


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        Perceberam que estou numa de postar receitinhas saudáveis, não? Isso se não estiver testando algum doce pra festinha da Maricota. Fazer o quê? O blog acaba refletindo a fase em que me encontro.

        Outro dia, pesquisando sobre macarons, descobri um blog delicioso, super bem escrito, um primor! De tão bom, fui lendo, lendo, até parar num post sobre ratatouille, com a seguinte descrição:

        “Melhor molho de tomate no fundo da forma. Rodelas finas de berinjela, abobrinha, cebola, tomate. Tomilho, alho e sal polvilhados por cima. Forno baixo, 140C, por duas horas coberto com alumínio e por 30 minutos descoberto”.

        Apenas isso. Foi o suficiente para aguçar minhas lombrigas. (Brinquem com lombrigas em reeducação alimentar! Até elas estão se adaptando… kkk)

        Ratatouille é um prato simples, com poucos ingredientes, como a maioria das receitas francesas. O modo de preparo e a procedência dos ingredientes é que fazem a diferença.

        Fiz o  meu assim:

        Cortei os legume em rodelas bem finas. Deixei a berinjela de molho em água e sal por meia hora e depois comecei a montagem.

        Molho de tomate caprichado no fundo de uma travessa untada com margarina:

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        Fatias finas de pimentões coloridos e cebola roxa sobre o molho:

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        Uma fileira organizada de abobrinha, berinjela e tomate, preenchendo a travessa toda. E sobre os legumes e verduras, joguei dentes de alho com casca e tudo, umas folhinhas de manjericão e alecrim frescos e ervas de Provence secas.

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        (Este vidrinho eu trouxe da Grande Epicerie de Paris, mas descobri que no Palato vende igualzinho.) :(

        Salpiquei pimenta do reino moída na hora mas nem cheguei a colocar o sal, as próprias ervas já temperaram o prato.

        Para coroar, um longo e generoso fio de azeite extra virgem e pronto!

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        Deixei no forno por 2h (140ºC) com papel alumínio e meia hora sem ele.

        Servi acompanhado de um filezinho tão simples quanto gostoso. Receitinha amanhã.

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        Meu marido gostou tanto, mas tanto, que comeu uma das duas travessas sozinho – metade no almoço e o resto no jantar. 

        O prato tem sabor muito suave, vai bem como prato principal ou acompanhando carnes e peixes. Minha ajudante não gosta de  pimentões, mas preparados desse jeito, eles ficaram muito macios e nada picantes. Nem deu pra sentir seu gosto isoladamente. Bem assim aconteceu com a cebola. Ficou tão leve, que seu sabor se confundiu em meio aos outros vegetais. Aqui em casa todo mundo aprovou!

        Espero que testem, quem gosta de vegetais vai gostar, tenho certeza.

        ___

        Quanto aos macarons, não sou muito intuitiva em matéria de confeitaria. Prefiro seguir o rigor técnico-científico e a precisão milimétrica das receitas dos grandes chefes. Já comprei 2 livros especializados, estou esperando recebê-los, já devo ter lido todos os posts publicados em português sobre o assunto, alguns em inglês, além de uns 4 vídeos do you tube em francês. Se entendi são outros quinhentos, mas que assisti, assisti.

        É que, se vocês não notaram ainda, sou um pouquinho perfeccionista. Quem teve a oportunidade de provar os inigualáveis macarons da Pierre Hermé não vai se satisfazer com qualquer resultado. Estou com medo de errar. Se até a Simone Izumi, do tentador Chocolatria, tremeu na base ao fazer esse doce, o negócio deve ter lá as suas manhas.  Acho que fiquei traumatizada com a tragédia dos meus primeiros cupcakes. Mas como eu sou da opinião que os erros servem como aprendizado, em breve vocês lerão minhas conclusões e adaptações pessoais. Podem esperar.

        Um cheiro enorme,

        Claudinha

          Postado por Feito a Mão em culinária | Comentários (24)

          Das ideias geniais que me fazem questionar: por que eu nunca pensei nisso antes?


          Bolo simples congelado em porções individuais

          bolo congelado

          Aqui em casa, eu já disse para vocês, todos gostamos de bolo no dia em que é feito. Com raríssimas exceções, no dia seguinte o bolo tende a ressecar. Para evitar desperdícios, eu costumava fazer metade da receita.

          Outro dia, conversando com uma amiga querida, a Josi, integrante da “Confraria das Panelas”, apelido que dei ao grupo que costuma se reunir para trocar receitas e planejar encontros gastronômicos (por enquanto só planejar, nunca concretizamos), aprendi uma dica valiosa: congelar o bolo nosso de cada dia! Sério, parece bobagem, mas eu nunca tinha feito isso.

          Claro que eu congelo alimentos, tenho um freezer cheio de lasanhas, pão de queijo, docinhos e bolos recheados sobras de festas, almôndegas, sopas, molhos, mas nunca cismei de congelar bolo simples. Não me perguntem o porquê.

          A Josi nem precisou gastar muita saliva pra me convencer, vejam só: o gás gasto para assar meia receita ou uma receita dupla é o mesmo. A quantidade de utensílios para lavar depois também. Fazer uma receita dupla, tripla, ou até quádrupla como eu fiz, é muito mais econômico e sustentável. O freezer já está ligado mesmo, consumindo sua energia diária. Não custa nada tirar proveito disso. O meio ambiente agradece.

          Na escola das meninas, há um cardápio que deve ser respeitado, aceitando-se variação apenas quanto à ordem dos itens: bolo, sanduíche, sucrilho, pipoca, fruta ou biscoito.

          Como aqui em casa geralmente eu faço bolo aos sábados, (meia receita, lembram?) nunca sobrava bolo fresco para levar na segunda-feira.

          Agora, a coisa está diferente. Dá até pra escolher o sabor.

          Fiz 2 receitas duplicadas de bolo de sabores diferentes. Parti os bolos em pedaços individuais e embalei em papel alumínio e filme plástico. Etiquetei e arrumei numa prateleira do freezer.

          Para servir, basta retirar o pacotinho com algumas horas de antecedência e deixá-lo voltar à temperatura ambiente naturalmente.

          A consistência, sabor e textura são de um bolo fresquinho, assado no dia.

          E tem mais uma vantagem: a gente não precisa comer o bolo todo num dia só, com medo de estragar. Acabou-se a desculpa esfarrapada pra escapulir da dieta. Dá pra comer um pedacinho por semana, sem culpa e sem exagero. Olha que maravilha! Pra quem mora sozinho é a reinvenção da roda, né não?

          Agora me digam, como eu, que me acho tão descolada e moooooooderna, nunca pensei nisso antes? rsrs Vivendo e aprendendo!

          Aceitam um pedacinho?

          bolo congelado2

           

          Iogurte caseiro quase sem lactose

          Outro dia, eu vi uma receitinha de iogurte caseiro e fiquei pensando em reproduzi-la, usando o leite 90% menos lactose. E não é que deu super certo?

          Agora tenho  iogurte natural para temperar saladas, molhos e rechear doces, sem ficar inchada ou passar mal depois.

          A receitinha é muito simples  e pode ser feita mesmo sem iogurteira. Não tirei foto do meu, pois nem me lembrei de fotografar tarde da noite.

          Ferva 400ml de leite, misture com 600ml de leite em temperatura ambiente. Acrescente 1 copo de iogurte natural industrializado (ou reserve 1 copo de iogurte caseiro, da sua produção anterior). Mexa para incorporar o iogurte ao leite e deixe descansar fechado num local abafado, por pelo menos 8 horas, para ativar a fermentação das bactérias do iogurte. Pode ser no forno do fogão, mesmo. Durante esse tempo não abra a vasilha por nada nesse mundo.

          No dia seguinte, mexa novamente e leve à geladeira. Se quiser, acrescente frutas e mel ou adoçante. Fica ótimo!

          Ghee – manteiga caseira clarificada e purificada (sem lactose)

          Fonte da foto: aqui

          Esse dica veio de outra integrante da Confraria das Panelas, a Martinha, cuja receita de moussaka eu já compartilhei com vocês. Ela teve oportunidade de conhecer a ghee num curso de ayurvédica, que fez em Recife.

          Ghee é uma manteiga clarificada e purificada que perde todos os seus resíduos lácteos durante o processo de purificação. Aqui tem um passo a passo bacana de como prepará-la em casa. Pra que chover no molhado, não é mesmo? Passem lá, se ficaram curiosos.

          Fiquei tão contente em saber que posso continuar comendo manteiga, mesmo com intolerância à lactose! E o gosto é excelente, eu aprovei! Agora vou voltar à minha fase de risotos, ah se vou!

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          E vocês, têm alguma dica fantástica do tipo que pode mudar nossa rotina e facilitar nossa vida de dona de casa?

          Um cheiro enorme,

          Claudinha

           

          PS: Estou mais enrolada que novelo de lã, nesta semana, Deus queira que chegue logo segunda-feira para eu ter um pouco de sossego e colocar minhas coisas em ordem. Se eu não responder aos recados logo, é culpa do trabalho! Vão desculpando.

            Postado por Feito a Mão em conversa fiada,culinária,dicas de organização | Comentários (34)