Os preparativos da festinha de aniversário da Mariana – Passo a passo das Matrioskas em feltro


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Bom dia, pessoal!

Como vocês sabem, eu não trabalho com festas profissionalmente, apesar de ainda receber dezenas de e-mails de leitoras mais desatentas, pedindo orçamentos. Portanto, as coisas, para mim, funcionam muito na base da inspiração. É um lance intuitivo, que se desenrola quando um tema é proposto pelas minhas pequenas. Se me der um  estalo, ótimo! A coisa flui que é uma beleza. Se não der, não tem jeito. Nem com reza braba a coisa anda. Se eu fosse ganhar a vida com isso, seria complicado.

Pois é, estamos a poucos meses do aniversário da minha caçulinha. Ela me fez o favor de nascer na época do segundo turno da eleição! Tenho pouco tempo para preparar tudo, pois meus finais de semana estão comprometidos por causa dos plantões no trabalho.

Como ela vai completar 7 aninhos, estou pensando em simplificar o que já era simples. A cada ano que passa, tornamos o evento mais e mais íntimo. Sou da opinião que quantidade e qualidade são elementos proporcionalmente opostos. Quanto maior e mais frequentada uma festa, menos aconchegante ela fica. Se a escolinha das meninas permitisse comemorar o aniversário lá, eu não pensaria duas vezes. Mas não permite. E se Maomé não vai à montanha… tragamos as crianças até aqui. A turma de Mariana é pequena, tem menos de 20 alunos, mas nem por isso vou economizar no capricho, não é?

Como parece óbvio, a inspiração para o tema veio da viagem que acabamos de fazer. As bonequinhas matrioskas são muito comuns em todo leste europeu e foi impossível não aumentar a minha pequena coleção:

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Todo mundo conhece as bonequinhas russas, não? Matrioska significa mãezinha. Na Polônia, eles costumam chamar babuska (avozinha), pois a figura principal da família é a avó. Bom, são bonequinhas que representam a família matriarcal. Geralmente variam em número de 5 a 8 e, quanto mais peças e mais detalhada a pintura, mais alto vai ficando o preço. 

Fiquei surpresa ao pesquisar no google quando vi que já existem muitas festas lindas e originais neste tema! Pensei que fosse um tema raro. Tanto melhor, pois assim posso aprimorar as ideias que estão começando a pipocar na minha cabecinha.

Preferi usar bonecas de tecido com feltro a usar as minhas originais de madeira. Personalizando as bonecas, poderia deixá-las nas cores do kit digital abaixo.  É com ele que criarei toda arte de papelaria.

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Clique na figura, para ir ao site da imagem.

 

A história começou assim: minhas filhotas foram passar o último final de semana das férias na casa de minha irmã. A NET fez o favor de nos deixar sem sinal de TV, telefone e internet naquele dia. Sem ter o que fazer, comecei a pensar na festinha da Maricota. Quando postei a foto do que estava costurando no FB, pelo celular, a Roberta Morais e a Daniele Mariano, me indicaram o kit acima, quase ao mesmo tempo.

Foi amor à primeira vista. Sabe o que aconteceu? Mudei completamente o estilo das minhas bonecas! As meninas nem imaginam, mas, por  causa delas, desprezei as quatro matrioskas que eu já estava quase concluindo!

Achei que as cores dos tecidos que eu tinha escolhido não combinavam com o kit digital e que seria melhor refazê-las em feltro. Acho que foi uma decisão acertada.

Eu até já tinha feito um pap pra compartilhar aqui no blog. Vejam só:

Matrioskas em tecido – almofadas – passo a passo

pap - matrioskas tecido

1 Desenhei o molde usando pratos e bacias, tentando obedecer à simetria – cabeça 1/3, corpo 2/3.

2. Cortei o molde no tecido – eu costumo prender o molde de papel com alfinetes, não tenho paciência pra riscar

3. Cortei o tecido, montei as peças e as emendei na máquina de costura, deixando uma abertura pra colocar o acrilon

4. Enchi as matrioskas, costurei a mão a parte de baixo, no estilo “caixa de leite”, para a peça se manter em pé

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5. Cortei os rostinhos no algodão tingido com chá, que havia sobrado da festa das bruxinhas do ano passado – mostrei como se tinge aqui.

6. Testei dois modelos de olhos e bocas. Preferi o mais infantil, pois era mais parecido com o kit digital.

7. Desenhei a mão livre as matrioskas menores, costurei com tecidos diferentes (frente e verso) para ficar mais alegre.

8. Não cheguei a pregar os rostos nas bonecas – fá-lo-ia usando ponto alinhavo, se tivesse prosseguido com o projeto. Também não as enfeitei com laços, botões e apliques em feltro, como pretendia.

Ao invés disso, abandonei o projeto inacabado. Perfeccionista é fogo!

Não é que elas tenham ficado feias, mas é que achei que não combinaram com o estilo das peças impressas em papel e tive receio da festa não ficar harmoniosa.

Recomecei da estaca zero. Dessa vez, com a internet restabelecida, fui buscar um modelo que se adequasse ao que eu procurava. Não foi difícil. Joguei no Google: “molde matrioska feltro” e apareceu dezenas de modelos. Escolhi o que achei mais bonitinho e parecido com o kit. Mas fiz as minhas modificações.

Molde

O passo a passo é o mesmo das outras peças em feltro que já mostrei aqui no blog. Quem quiser, pode clicar no marcador “feltro” e encontrará maiores explicações. Mas para quem procura um be-a-bá bem explicadinho e esmiuçado, o Minha Casa, meu mundo,  traz um passo a passo ótimo aqui. De qualquer forma, tirei algumas fotos do meu próprio PAP também:

Matrioskas em feltro – passo a passo

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1. Escolha o molde desejado, imprima e corte em papel

2. Transfira o molde para o feltro ou para o tecido.  Para que o tecido não desfie, é melhor aplicar antes a termolina leitosa, à venda em lojas de artesanato (comprei a minha na Felícia Festas);

3. Para aplicar a termolina leitosa, basta espalhá-la com a ajuda de um pincel no tecido todo e deixá-lo secar por umas 7 horas. A textura do tecido ficará como se tivesse sido plastificada, um pouco endurecida, pois a termolina é um impermeabilizante.

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Para desenhar os rostinhos

4. Corte o círculo do rostinho da matrioska maior que o orifício do capuz, e costure-o por baixo, assim ficará com melhor acabado, veja na primeira foto acima.

5. Desenhe a lápis o olho, a boca e o nariz;

6. Cubra com caneta para tecido;

7. Preencha o olho com um pincel fino, usando tinta para tecido, espere secar. Com a ajuda de um palito ou do cabo do pincel, pinte de branco o brilho do olho;

8. Para as bochechas, use tinta rosa, num aplicador de espuma, ou pincel redondo mais grosso. Mas se lembre de tirar o excesso antes, num retalho de tecido ou papel. Teste bastante, antes de aplicar no seu rostinho, se não tiver prática.

9. Depois é só alinhavar as peças dos detalhes e fechar a matrioska com ponto caseado, deixando a abertura para o enchimento.

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Depois que terminei as minhas peças, percebi que não havia deixado a base para elas ficarem de pé, como vocês podem ver na foto acima.

Desmanchei novamente, cortei a parte de baixo de cada matrioska e apliquei um pedaço de feltro cortado num formato parecido com este: (). Fiz tudo de olho mesmo, sem molde, mas dá pra entender nas fotos abaixo:

base das matrioskasSó não fiz isso com a menorzinha, pois pretendo colocá-la no bolso da mãezinha:bolso matrioska

E com isso, eu consegui deixar minha família de Matrioskas de pé:

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Boa semana a todos!

Um cheiro enorme,

Claudinha

    Postado por Feito a Mão em artesanato,costura e bordado,decoração,feltro,festa infantil,passo-a-passo,ponto caseado | Comentários (83)

    Munique, um roteiro feito a pé – Palácio Nymphenburg e Deutsche Museum


    Numa viagem de férias, tudo o que desejamos é que São Pedro nos presenteie com um céu de brigadeiro constante e temperaturas amenas, mas não se pode evitar que a natureza siga seu rumo. Uma chuvinha uma vez ou outra é inevitável.

    Antes de chegar em cada cidade, definíamos mais ou menos o que faríamos em cada dia, mas deixávamos a ordem desses roteiros flexível, para podermos alternar programas ao ar livre com programações internas, caso chovesse. Já que não dá pra controlar o tempo, ao menos podemos tentar nos adaptar a ele.

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    Posso dizer que demos muita sorte neste quesito. Só choveu nos dias em que tínhamos programado passeios internos.

    Palácio Nymphenburg

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    O Palácio Nymphenburg (em alemão Schloss Nymphenburg) é um palácio de estilo barroco, cuja construção iniciou 1663, para celebrar o tão esperado nascimento do herdeiro do trono bávaro, Max Emanuel, filho de Ferdinand Maria e Henriette Adelaide de Savoy, após quase dez anos de casamento.

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    Servia de residência de verão da realeza, como se houvesse muita variação de temperatura em relação ao centro de Munique! Hoje em dia, para chegar ao local, leva-se certa de 20 minutos, de TRAM. Naquela época, essa região era de difícil acesso, rodeada pelo campo aberto.

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    O Palácio Nymphenburg, juntamente com o seu parque, é um dos mais famosos lugares de Munique.

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    A Galeria de Pedra, com afrescos no teto pintados por Johann Baptist Zimmermann e F. Zimmermann, e decorações de François de Cuvilliés.

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    Algumas salas ainda exibem a sua decoração barroca original, enquanto outras foram mais tarde redesenhadas em estilo rococó ou neoclássico.

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    Os estábulos da Corte contêm um dos mais importantes museus de carruagens antigas. Tudo banhado em ouro. O luxo chega a ser constrangedor.

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    O primeiro andar abriga uma coleção de porcelana de Nymphenburg, cuja fábrica, localizada no complexo do palácio, foi fundada por Maximiliano III José.

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    Os ingressos do palácio são vendidos com desconto para quem possui o CityTourCard.

    Para o Palácio Nymphenburg, apenas

    6 euros regular
    5 euros, com desconto

    Ticket combinado "Nymphenburg"
    Nymphenburg Palace /Park palaces /Marstallmuseum:

    1 Abril -15 Outubro:
    11,50 euros regular
    9 euros, com desconto

    16 Outubro-Março
    (sem edifícios do parque):
    8.50 euros regular
    6.50 euros, com desconto

     DSC09512

    Schloss Nymphenburg,
    Eingang 19
    80638 München
    Telefon (0 89) 1 79 08-0
    Fax (0 89) 1 79 08-6 27
    E-Mail sgvnymphenburg@bsv.bayern.de
    externer Link / external link www.schloss-nymphenburg.de

    Horário de funcionamento: 

    Diariamente.

    Abril-15 Outubro: das 09h às 18h

    16 Outubro-Março: das 10h às 16h

     

    Fecha nos feriados de:

    1º/1, Terça-feira Gorda, 24/12., 25/12., 31/12.

     

    Quando saímos do palácio já havia passado um pouco da hora do almoço. Nossa visita demorou mais que o previsto, então, resolvemos apressar o passo, comer algo rapidamente na Estação Karlplatz, que por sinal é muito bem estruturada, e seguir o passeio em direção ao Deutsche Museum, por causa de seu horário de funcionamento.

    Deutsche Museum

    A única exigência de Mário, tão logo decidimos incluir Munique em nosso roteiro, foi a de visitar o Deutsche Museum. Ele não fez qualquer outra imposição no restante viagem, de modo que eu não poderia rejeitar esse seu pedido. Até porque eu mesma estava bastante curiosa a respeito.

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    São mais de 50 mil metros quadrados dedicados a abrigar exposições sobre ciência, energia, matéria de produção, transportes, comunicação, instrumentos musicais, novas tecnologias e mundo da criança, além das exposições temporárias.

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    Meu marido é, por assim dizer, um apaixonado por máquinas. O que lhe faltou em paixão por futebol, sobrou nesse aspecto. Carros e aviões, então, são seus favoritos! Vê-lo no pátio do Deutsche Museum foi como ver uma criança diante de um parque da Disney. Seus olhos brilhavam. Ele sabia dizer de cor o modelo de cada avião, onde tinha sido usado, quais cidades tinha bombardeado, os que já haviam pousado no Brasil etc, etc, etc.

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    Não vou mentir que para mim eles tivessem grande diferença, mas ver Mário explanar com tanta paixão sobre algo, fez a minha tarde valer a pena. Para os que compartilham desse mesmo interesse, o passeio é imperdível.

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    Tiramos muitas fotos. Muitas mesmo. Quando julguei que já era o suficiente, aproveitei para descansar os pés sentada numa poltrona, enquanto Mário, insaciável,  filmava o ambiente no celular, para mostrar às meninas. Só saímos quando o anúncio de encerramento foi divulgado nos autofalantes.  Desconfio que Mário não faria a menor questão se o esquecessem trancado lá dentro.

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    Foi um dia bem proveitoso. Nem nos abalamos com a chuva fina que ainda caía quando saímos. Passamos um bom pedaço na lojinha do museu, esperando que estiasse. Mário coleciona réplicas de automóveis e algumas aeronaves. Imaginem a bagaceira! Além dos preços em euro, a viagem estava só começando, teríamos que carregar as caixas pelo resto do percurso. Além disso, trouxemos umas geringonças de presente para as meninas, principalmente para a Clarinha, que é apaixonada por Ciências. O local é fantástico!

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    Deutsche Museum

    Museumsinsel 1 80538

    Munique Alemanha

    Telefon +49 (0) 89 / 2179-1

    Fax +49 (0) 89 / 2179-324

    Linha automática de informações: +49 (0) 89 / 2179-433

    externer Link / external link http://www.deutsches-museum.de/

    Horário de funcionamento:

    Diariamente das 09h às 17h.

    Venda antecipada de bilhetes das 9h-16h.

    (Reino Kid encerra 16h30min, última admissão 16h)

    Como chegar:

    Todos os S-Bahn linhas de trem para a estação Isartor; linhas de metro U1 e U2 para Fraunhofer Strasse; ônibus nº 132 direção Boschbrücke; bonde nº 16 para Deutsches Museum; TRAM nº 18 sentido Isartor;

    Jantar no LaBaracca

    Passamos no hotel para deixar as sacolas e saímos novamente. Estávamos famintos. Resolvemos compensar o almoço meia-boca feito às pressas com um jantar de verdade.

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    Suzana, uma colega de trabalho de Mário, que tem parentes na região, havia nos falado muito bem de um restaurante italiano chamado LaBaracca, cujos preços, garantiu, eram bem justos e os pratos, muito saborosos.

    O restaurante tem um ambiente acolhedor, bem descontraído, e um sistema de pedido, no mínimo, inusitado. Em cada mesa estão dispostos tablets, por meio dos quais é possível consultar o menu no idioma que desejar, visualizar a composição de cada prato, com fotos, e fazer os pedidos, como quem faz uma compra online. Imediatamente, a cozinha recebe o comando e começa a providenciá-lo. O garçom só aparece na hora de servir o prato.

    La Baracca1

    À medida em que os pedidos vão sendo feitos, é possível acompanhar o valor da conta subindo, medida que evita surpresas desagradáveis. O legal desse sistema é que cada casal sabe exatamente o que consumiu, e a fatura é paga em separado.

    A apresentação dos pratos é despretensiosa. Carnes em cima de tábuas de madeira, sobre um pedaço de papel toalha, espaguete servido em caçarola, batatas servidas em mini panelinhas. As porções são pequenas, mas o preço compensa, mesmo para quem resolve pedir mais de um prato, como meu marido.

    Gostei de tudo, principalmente das batatinhas com alecrim, que tentei reproduzir assim que cheguei em casa.

    A sobremesa foi o ápice da noite. Pedimos um combinado e dividimos para dois. Era uma espécie de menu degustação. Havia um brownie de chocolate, com chantilly, uma panna cotta de morango, um tiramisù e um café expresso pequeno. Estava deliciosa e achei o tamanho das porções bem generoso para um menu degustação.

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    As fotos do restaurante não ficaram  grande coisa, minha máquina apresentou problemas. Mas os pratos estavam divinos! Foi uma das melhores refeições que fizemos em toda viagem.

    LaBaracca München

    Maximiliansplatz 9

    80333 München

    089 – 416 178 52

    Horário de funcionamento:

    Diariamente das 11h30min à 01h

    http://www.labaracca.eu/

     

    Estou demorando mais que o planejado para escrever sobre os roteiros,  é que ando muito ocupada com o trabalho ultimamente, este é um daqueles anos complicados. Vou tentar me apressar, antes que a memória falhe. Como diz um amigo, a mais vagabunda das tintas ainda é mais confiável que a mais brilhante das mentes.

    Quer ver como foram os dias anteriores a este?

    Munique, um roteiro feito a pé, parte 1

    Um bom final de semana a todos!

    Claudinha

      Postado por Feito a Mão em Munique,Roteiro feito a pé,viagens | Comentários (11)

      Hoje é dia de São Pedro. Que tal um bolo de milho rápido e fácil?


      Receitinha deliciosa e prática, pra não dizer que passei as festas juninas em branco aqui no blog.

      Hoje é feriado estadual para os servidores públicos (dia de Floriano Peixoto, que é alagoano). Eu queria curtir o dia de hoje a sós com a família, depois da correria que foram esses últimos dias no trabalho, então dei folga à ajudante.

      Como iremos a uma festinha de São Pedro hoje à noite, resolvi fazer essa receita super fácil e rápida pra levar. Foi minha salvação! Recebi-a de minha instrutora de Pilates.

      É, agora eu estou firme e forte na malhação, literalmente falando. Só pra registrar, já se foram 8 quilos! E que fiquem por lá! Esse é um dos motivos do meu tempo ter ficado cada vez mais escasso.

      Bom, bora ao que interessa porque ainda dá tempo de você fazer esse bolinho pra comemorar o dia de hoje com uma comidinha típica, né? O melhor é que quase não suja nada.

      bolo de milho cópia

      Bata no liquidificador:

      3 ovos

      50 g de queijo ralado

      1 copo americano de milharina (eu usei o Flocão Coringa)

      1 lata de milho verde (com soro e tudo)

      2 xícaras de açúcar

      3 colheres (sopa) de manteiga derretida

      200 ml de leite de coco (eu usei o light, pra permanecer em paz com a balança)

       

      Depois de bem batido, misture 1 colher (sopa) de fermento em pó. Despeje em forma untada e enfarinhada. Asse em forno médio, pré-aquecido, por aproximadamente 40 minutos. O cheiro que se espalha pela casa é de enlouquecer!

      Eu adoro essa época do ano. Semana passada fiz canjica e pamonha em casa, mas como era minha primeira vez fazendo pamonhas, não tirei fotos. Fiquei insegura. Mas vou repetir a façanha pra fazer um passo a passo. Ficaram ótimas! Descobri um macete pra fazer as caixinhas. Deixa estar… Se as calorias do milho não me derrubarem, trarei as receitas pra vocês.

      bolo de milho2 cópia

       

      Um excelente final de semana a todos! E pra quem está de folga, um bom descanso.

       

      Claudinha

        Postado por Feito a Mão em culinária | Comentários (30)

        Munique, um roteiro feito a pé – Parte 1


         

        DSC09396 Vista da Cidade a partir da Igreja de São Pedro

        A Baviera, estado mais importante na engrenagem econômica da Alemanha, é não apenas o mais famoso produtor, mas também o recordista mundial em consumo de cerveja, próximo a 300 litros anuais, por habitante, segundo dados oficiais.

        Sua capital, Munique, é a sede da tradicional Oktoberfest, a maior celebração mundial em torno da bebida, e está localizada às margens no Rio Isar, ao norte dos Alpes da Baviera, sendo a terceira maior cidade da Alemanha, depois de Berlim e Hamburgo.

        Como eu havia dito, eu e Mário traçamos nosso roteiro particular, que ao se chocar com o de Kayrene e Beto, sofreu algumas modificações. A princípio, pensávamos em conhecer: Viena (Áustria), Bratislava (Eslováquia), Budapeste (Hungria) Cracóvia e Varsóvia (Polônia), Praga e Český Krumlov (República Checa). Tivemos de deixar a Polônia e a Eslováquia para uma próxima vez.

        Em compensação, incluímos Munique (Alemanha) e Salzburgo (Áustria), para nossa alegria. 

        DSC07554Neuhauser Straße, com o Karlstor ao fundo*

        Depois de um longo voo, partindo de Recife,  com escala em Lisboa, chegamos a Munique no fim da tarde do dia 14 de maio.

        Do aeroporto ao centro da Cidade

        Do aeroporto de Munique, há várias possibilidades de transporte para se chegar ao centro da cidade. A primeira, e mais óbvia, é o táxi. Dizem que chegar ao hotel de táxi, depois de uma longa e cansativa viagem de avião, é o mínimo de luxo e conforto a que um turista deve se submeter. Porém, não foi a nossa escolha. Não chegamos tão cansados quanto prevíamos e estávamos loucos para começar a nos aventurar por conta própria. Segundo dados do Viaje na viagem, um táxi do aeroporto até o centro de Munique custa, em média, € 60,00.

        A segunda opção de transfer seria reservar o serviço de shuttle, por um valor inferior a 30 reais por pessoa, com destino à estação de ônibus central, o que ainda nos renderia uma caminhada de aproximadamente onze minutos até o nosso hotel. As reservas, para quem estiver interessado, podem ser feitas neste link. Mas também não foi a nossa escolha. Já que de qualquer forma teríamos de caminhar até o hotel, resolvemos tomar o S-Bahn S1 ou o S8, que nos deixaria no mesmo lugar, por um precinho bem inferior.

        DSC09421 Teatro Nacional

        Os S-Bahn partem regularmente em intervalos de 20 minutos. O trajeto entre o aeroporto e o centro da cidade dura, aproximadamente, 40min com o S8 e 50min com o S1. A passagem pode ser comprada nas máquinas automáticas espalhadas pelo aeroporto.

        Compramos um PartnerTageskarte (Gesamtnetz), que custou €19,60 para até cinco pessoas, válido até as 6 horas da manhã seguinte. No começo não entendemos muito bem como a coisa funcionava, mas logo nos adaptamos à ideia de que o ticket funciona para um grupo de até 5 pessoas, que devem viajar juntas todo o tempo, caso um fiscal apareça. Sai bem mais em conta que comprar uma passagem individual. Mais informações, aqui.

        O S-Bahn nos deixou na estação central (Muenchen HBF), de onde fomos caminhando até o hotel que reservamos.

        Abro um parêntese para fazer uma pequena observação. Cuidado com a bagagem! Se pretende realizar uma viagem desse tipo, quanto menos volumes, melhor. Se puder adquirir uma mala com giroscópio 360º, ótimo, não vai lhe exigir muito esforço e ao longo do dia você sentirá menos cansaço.

        Eu e Mário levamos apenas  2 malas médias, que despachamos, e duas mochilas pequenas, como bagagem de mão (tá, a dele não era tão pequena assim). No total, tínhamos menos de 40 kg juntos, para uma viagem de 20 dias, com variações de temperaturas entre 1º a 25ºC. Foi o mais concisa que consegui ser.

        Onde nos hospedamos

        Não vou mentir, escolhemos o hotel de Munique pelo preço e localização. O eleito foi o City Aparthotel  München. Realmente, quanto à localização, não há o que se dizer. Fomos a pé para quase todo lugar, fica a poucos minutos de caminhada do Karlstor, que era portão da entrada oeste da antiga cidade, bem no centrão mesmo. Havia ótimas lojas por perto, padarias, lanchonetes, restaurantes e uma estação de metrô.

        Os quartos eram bons, o banheiro, um pouco apertado, mas nada mau. O restaurante do hotel estava em reforma, de modo que tomamos o café-da-manhã numa padaria próxima ou numa cafeteria da estação central. Até aí, nenhum problema, pois acabamos economizando.

        O grande ponto negativo deste hotel foi a higiene! Os banheiros não foram lavados enquanto estivemos lá. Sei disso porque meus cabelos estão caindo muito e todos os fios permaneceram exatamente onde caíram. As toalhas de banho não foram trocadas no primeiro dia, tive de colocá-las no chão para que as trocassem nos dias seguintes. E a única intervenção que fizeram na arrumação do quarto foi forrar a cama. Enfim, a limpeza deixou muito a desejar.

        Locomovendo-se em Munique

        Locomover-se por Munique é muito fácil, seguro e confortável. A rede de transporte público é organizada, moderna e abundante.

        Compramos um CityTourCard, do tipo PartnerKarte (Inner district = white zone), com duração de três dias. Mas existe a opção de um dia apenas. A área branca (que no mapa abaixo é vermelho claro), que aparece nos mapas disponíveis em cada estação, é a área central da cidade. Para regiões mais afastadas, há um passe mais caro. Maiores informações, aqui.

        info grafic munich tarif zones

        Este passe dá direito a até cinco pessoas andarem em todos os tipos de transportes coletivos da cidade (U-Bahn, S-Bahn, tram e ônibus), e ainda possibilita desconto no ingresso de algumas atrações. Consulte a lista dos parceiros, aqui.

        O passe de um dia custa €16,90, e o de três,  €29,90. Em toda estação de metrô, há máquinas automáticas onde o passe pode ser adquirido.

        Roteiro de 3 dias em Munique

        Ficamos 4 noites em Munique, de modo que passamos 3 dias inteiros na cidade. Na verdade, 2 dias inteiros na cidade e um terceiro em Füssen, para onde nos dirigimos a fim de visitar o Castelo de Neuschwanstein, aquele que inspirou Walt Disney a criar o Castelo da Cinderela, ícone de seus parques. Sobre esse passeio falarei em outro post.

        Primeira noite

        No dia em que chegamos, descarregamos as malas no hotel, tomamos um banho e saímos para comer alguma coisa mais substanciosa, já que estávamos há mais de 24h sob o regime de comidinhas de avião.

        Minha primeira impressão da cidade foi excelente. Munique é uma cidade limpa, charmosa, acolhedora, de povo educado e muito gentil, ao contrário do que se imagina do povo alemão. Aliás, só reforçou minha excelente impressão da Alemanha, que já tinha sido boa nas visitas que fiz a Berlim e Frankfurt, ano passado.

        DSC07530 Neuhauser Straße, com o Karlstor ao fundo*

        A sensação térmica estava agradável, apesar dos termômetros estarem marcando 2ºC , em plena primavera.

        Saímos passeando pelo centro da cidade, onde todas as lojas já haviam fechado desde as 18h, até pararmos para jantar numa das mais tradicionais biergartens (cervejarias) da cidade, a Augustiner Großgaststätte,  em funcionamento desde 1328. (Neushauser Straße, 27, 80331 München).

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        Lá tomamos uma sopa de aspargos deliciosa como entrada, a melhor de toda a viagem. Aliás, aquela região é muito abundante em aspargos e quase todos os pratos podem ser acompanhados desse legume. No dia seguinte, encontramos para vender até um vinho feito com aspargos, no Mercado Central.

        Augustiner 

        Para o prato principal, eu e Kayrene pedimos um filé de porco com molho de cogumelos e Mário e Beto pediram, cada um, um prato diferente  com salsichas alemães, acompanhadas de chucrute e salada de batata. Estava tudo muito gostoso, mas sinceramente eu estava morta de fome e teria comido um javali cru, se me tivessem servido isso. O ambiente é muito agradável e a cerveja, essa sim, estava deliciosa! Não era de esperar menos da cidade sede da Oktoberfest, era?

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        A cerveja de lá tem menos álcool do que as que estamos acostumados por aqui e são tão leves e saborosas que até mesmo eu, que nem sou bebedora frequente, fiz todas as minhas refeições regadas a, pelo menos, meio litro de cerveja. São tantas espécies e sabores que não dá pra provar todas numa só viagem. Falando assim, fica fácil imaginar porque eles são os recordistas no consumo desta bebida.

        Depois do jantar, retornamos ao hotel, para descansar e nos adaptarmos ao fuso horário, cinco horas de diferença fazem um pequeno estrago em nosso relógio biológico. 

        Segundo dia

        Decididamente, eu sou um ser estranho. Mesmo com o cansaço e com a diferença de horário, pulei da cama às 6h30min. Basta ter luz de sol que eu acordo. Se um dia eu visitar a Noruega no verão, quando o sol quase não se põe, acho que ficaria sem dormir o dia todo.

        A seleção do que iríamos visitar e por onde iríamos passear foi elaborada com base na leitura de diversos sites, guias e blogs de viagem. Mas o principal deles, certamente, foi o Alemanha, por que não? Foram de lá o  Guia Munique e arredores e o Roteiro de 3 dias em Munique, os quais indico a quem for por aquelas bandas. Os guias fornecem ótimas dicas e preciosas informações, dadas por uma brasileira que mora na região.

        Transformei os 3 dias propostos em dois, pois saí excluindo os passeios que não nos interessavam: o Parque Olímpico, o Complexo BMW, a Olympiaturm (Torre de TV da cidade)  e o Englischer Garten (Jardim Inglês), por exemplo. Escolhemos o nosso terceiro dia para fazer o passeio ao Castelo dos Contos de Fadas, pois seria feriado: 17 de maio – Christi Himmelfahrt (Ascensão de Cristo) -  e a cidade, como um todo, estaria fechada.

        No primeiro dia de passeio, exploramos bastante o centro da cidade a pé.


        Exibir mapa ampliado

         

        DSC07624 Neues Rathaus

        Na Marienplatz, onde pulsa o coração da cidade, o prédio mais imponente é o da Neues Rathaus (Prefeitura Nova) Construído entre 1867 e 1908 em estilo neogótico, com uma área total de 9159 m², chama a atenção dos turistas por seu Glockenspiel, um relógio-carrilhão com figuras animadas, que oferece um espetáculo que aglomera uma pequena multidão ávida por fotografar ou filmar esse momento.

        DSC07726 Glockenspiel

        Seguindo o trajeto mostrado no mapa acima, passamos pelos principais pontos turísticos da cidade, tiramos muitas fotos, entramos em algumas igrejas, visitamos a prefeitura antiga e a nova e fizemos uma parada estratégica no mercado central, onde almoçamos.

        DSC07780Entrada do mercado*

        Gosto de conhecer os mercados das cidades que visitamos. Nada como uma feira livre para falar sobre a modo de vida de uma comunidade. E o Viktualienmarket de Munique é tão aconchegante, limpo, organizado e diversificado que virou ponto turístico da cidade.

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        DSC07777 Feirante*

        Mercado central Frutas e legumes (as três primeiras fotos são do Beto)*

        Aqui aconteceu uma coisa engraçada, antes de encontramos uma mesa para comer, observei que as pessoas que estavam tomando cerveja colocavam a bolacha de chopp em cima das canecas e não embaixo, para preservar a madeira da mesa, como seria esperado. Somente quando fiz o meu pedido entendi o porquê. Bastou a primeira lufada de vento para que as árvores do parque enchessem nossa mesa com essas florzinhas, cujo nome eu desconheço.

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        Pedimos salsichas com salada de batata e cerveja para acompanhar, é claro! E começamos a fazer piada: vai querer a cerveja com florzinha ou sem florzinha? Com florzinha é mais caro…

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        Depois do passeio, seguimos o nosso tour. Munique é uma cidade linda, pena que não é muito fotogênica. Seus prédios principais são muito altos (igrejas, prefeitura) e suas ruas, muito estreitas. É impossível tirar uma boa foto, ao nível do chão, sem criar aquele efeito indesejado como se a torre estivesse caindo para trás, mesmo usando uma grande angular.

        DSC09354

        Resolvemos subir a torre da igreja de São Pedro (Alte Peter), para obter as imagens que víamos nos guias turísticos da cidade. É exatamente este o ponto de vista de onde se costuma fotografar a Neues Rathaus (Nova Prefeitura) e a Frauenkirche (nome usual da Catedral de Nossa Senhora Bendita), famosa catedral localizada na parte antiga da cidade, cujas cúpulas viraram símbolo da cidade. 

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        DSC09393 cópia

        Após o almoço, passeamos pela Maximilianstraße, a “Champs-Élysées” de Munique, com filiais da Dolce & Gabanna, Versace, Loius Vuitton, Dior, Chanel, Escada, Hugo Boss, Gucci, Gianfranco Ferré, Bulgari, e muitas outras.

        Também visitamos o Residenz, antiga moradia dos reis e duques da Baviera, considerado o museu de interiores mais expressivo  da Europa.

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        Este palácio, construído em um período de quatro séculos, é o ponto turístico mais visitado em Munique. No mesmo complexo de edifícios, encontramos quatro estilos arquitetônicos diferentes: renascentista, barroco, rococó e classicismo. Ele foi bastante danificado na Segunda Guerra Mundial e sua restauração dura até os dias de hoje.

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        Para finalizar a noite, escolhemos jantar noutra conhecida biergarten, a Hofbräuhaus, fundada em 1589 pelo Duque da Baviera, Wilhelm V, incialmente para atender à realeza, é um dos mais antigos salões de cerveja de Munique.

          DSC07890 HB, à noitinha*

        Dizem que Mozart viveu por volta do quarteirão dessa famosa cervejaria no final do século XVIII. Em um poema, Mozart afirmou que escreveu a ópera Idomeneo, inspirado após várias visitas à Hofbräuhaus.

        DSC07876Interior da HB*

        Não sei se depois de umas e outras alguém conseguiria escrever alguma coisa que preste, principalmente uma ópera, mas Mozart não é qualquer um e o ambiente é de fato muito inspirador, além de bastante animado. Em vários momentos da noite, a bandinha tocou uma determinada música, que era a deixa para todos os presentes levantarem suas canecas, brindarem e tomarem um generoso gole de cerveja. Imaginem a algazarra!

        Foi assim que brindamos, com caneca de ouro, nossa segunda noite em Munique.

        Para não ficar demasiado longo, relatarei em outro post o nosso terceiro dia, quando visitamos o Palácio Nymphenburg, que serviu de residência de verão aos governantes da Baviera,  e o Deutsche Museum (museu da tecnologia, com uma coleção formada por algumas das maiores descobertas científicas dos últimos séculos).

        Até mais,

        Claudinha

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        * As fotos assinaladas foram tiradas pelo Beto. As demais são minhas.

          Postado por Feito a Mão em Munique,Roteiro feito a pé,viagens | Comentários (24)

          Alemanha, Áustria, Hungria e República Checa – A história de uma viagem planejada a oito mãos


          Há muito tempo eu vinha nutrindo uma curiosidade que aos poucos se transformou num desejo muito grande de conhecer o leste europeu. A cada livro que lia, a cada filme que via, que se passava por lá, a cada amigo que voltava de viagem com novidades e fotos lindas, a vontade só fazia crescer.

          Budapeste Parlamento de Budapeste

          Vontade eu tenho de conhecer muitos lugares, essa é a verdade, mas como não tenho dinheiro nem férias sobrando, preciso me organizar muito bem pra eleger as prioridades e realizar as viagens na medida em que elas se tornarem possíveis. O jeito é ir comendo pelas beiradas, um país ou região por vez. 

          foto Ponte das Correntes – Budapeste

          Pelo menos uma vez por ano, tenho por meta fazer uma viagem com Mário, sem as meninas. Chegamos à conclusão que isso nos faz aproxima, nos faz bem como casal e como pessoas, individualmente. Viajar com crianças é delicioso, mas totalmente diferente. O ritmo é outro, os lugares visitados são escolhidos pensando em seu interesse, até a seleção dos restaurantes é feita pensando nelas. Passamos a viagem toda à mercê das duas: se têm frio, sede, fome, cansaço, mudamos nosso itinerário, fazemos paradas estratégicas,  diminuímos o passo da caminhada, enfim, elas ditam as regras e a nós cabe apenas nos adaptarmos.

          Praga Castelo de Praga (Pražský hrad), visto da Ponte São Carlos – foto do Beto

          Outro dia, conversando com um casal amigo nosso, o Beto e a Kayrene, que é minha amiga desde os tempos de faculdade (e aí já se vão uns 21 aninhos, diga-se de passagem), nasceu a sementinha dessa viagem que acabamos de fazer. Foi nossa primeira experiência viajando com amigos. Posso dizer que estava um pouco receosa, mas acertamos na escolha da companhia. Nós quatro temos bastante afinidade, diversos interesses convergentes e  maturidade suficiente para realizar programas em separado, quando esses interesses entrassem em conflito, sem ressentimentos.

          Minha vontade de escrever a respeito deve-se ao fato de que planejamos cada detalhe dessa viagem sem ajuda de agências. Foi um roteiro cem por cento personalizado. Desde a compra das passagens, seleção das cidades visitadas, definição do tempo que ficaríamos em cada uma delas, escolha dos hotéis, reserva dos horários dos trens  até a definição do roteiro diário.

          Praga2Ponte de São Carlos em Praga – bem cedo, antes da invasão dos turistas

          Tomei tanto gosto pela coisa que, desde que voltei, já comecei a planejar a viagem do próximo ano! Parece que substituí o “vício” das festas infantis pelo de planejar viagens de férias… A coisa ficou tão séria, que num certo momento da viagem, o Beto sugeriu criar uma seção nova pro blog: “Feito a Pé”, para compartilhar essas experiências. Achei a ideia fantástica e o nome muito apropriado e engraçado. Aliás, o Beto me saiu muito palhaço, viu? O bom de viajar com amigos é que a gente acaba descobrindo outras facetas de sua personalidade, até então desconhecidas.

           MuniqueFrauenkirche (Catedral de Nossa Senhora Bendita) Cartão Postal de Munique

          Viajar por conta própria dá trabalho, exige mais esforço no planejamento, muito estudo e pesquisa, uma boa dose de jogo de cintura e um bocado de responsabilidade e organização, mas o resultado é uma economia sensacional, um roteiro exclusivo e a incomparável liberdade  de ter todo o tempo do mundo a seu dispor, sem depender de grupos ou horários inconvenientes.

          Se o programa estiver mais empolgante que o previsto,  esticamos mais um pouco. Se, ao contrário, parecer uma grande furada, encurtamos o passeio e seguimos para o próximo ponto. Se o cansaço bater, e as pernas não responderem mais aos estímulos do cérebro, que tal parar pra tomar um café (ou uma cerveja) na calçada e apreciar a vista sem pressa? Nada como ser senhor do seu próprio destino!

          VienaEstátua de Strauss – monumento mais fotografado de Viena

          Nem todo mundo encararia com prazer esse tipo de viagem. Há quem prefira o conforto e a comodidade de viajar em grupo, com guia acompanhando, maleteiros à disposição e um motorista pra pegar e levar aonde quer que seja. Há prós e contras em ambas as situações. Não estou afirmando que viajar sozinho é melhor. Estou dizendo que viajar assim foi melhor para mim e para meus companheiros de viagem. Cada pessoa é um universo e cada um sabe de suas necessidades, limitações e pretensões.

          Castelo Palácio de Schönbrunn, Viena – residência de verão da família imperial

          Realizamos três reuniões antes da partida. A primeira delas, para definir o roteiro. Cada casal tinha suas preferências. Nós, por exemplo, tínhamos inserido Polônia e Croácia, em nossas expectativas, mas abrimos mão desses destinos para inserir Salzburgo e Viena, na Áustria, para entender um pouco melhor como funcionava o antigo império austro-húngaro, e Munique, na Alemanha, por questões geográficas e culturais.

          salzburgoMansão usada como locação do filme A noviça Rebelde – Salzburgo Áustria

          No dia seguinte à primeira reunião, compramos as passagens, a exatamente 6 meses da data prevista para embarque, usando nossos pontos Multiplus. Quase três semanas depois, compramos a viagem de volta, no mesmo esquema. É, conseguimos viajar de milhagem pela TAP e Lufthansa, antes que a TAM se retirasse da Star Alliance.

          Fomos bastante flexíveis na hora de adquirir os bilhetes. Havíamos definido nosso roteiro: Munique, Salzburgo, Viena, Budapeste e Praga, mas não a ordem em que cada cidade seria visitada, portanto, tentamos adquirir as passagens, nos melhores dias e para a cidade cuja pontuação fosse mais baixa. Conseguimos marcar nosso retorno para o Brasil para o dia 31 de maio, último dia considerado como baixa temporada. Um dia a mais e teríamos gastado o quádruplo de pontos!!! Demos sorte.

          Salzburgo2 Vista de Salzburgo, a partir da Fortaleza (Festung Hohensalzburg)

          Na segunda reunião, definimos quantos dias  ficaríamos em cada lugar, pesquisamos horários de trens para o translado de uma para outra e reservamos os hotéis, procurando os que se localizavam próximos à estação central de cada cidade.

          Na reunião seguinte, começamos a explorar as possibilidades de atração de cada região e reservar os programas noturnos que gostaríamos de fazer (concertos, óperas etc). Já havíamos, a essa altura, lido bastante a respeito e já fazíamos uma ideia do que gostaríamos de visitar e conhecer.  Começamos também a planejar o roteiro diário e os bate-voltas que faríamos a partir das cidades principais.

          Foram dezenas de e-mails trocados sobre livros,  revistas e blogs de viagens. Dezenas de aplicativos baixados para usar em nossos smartphones e mapas para instalar no GPS. Tudo compartilhado e comentado antes do embarque.

          eu Eu, flagrada por Mário, numa pausa estratégica para descansar as pernas, planejando o próximo passeio e degustando uma Paulaner

          Encadernei minhas anotações num livrinho que mantive comigo durante todo o tempo. Brincava dizendo que ele era o meu “cobertorzinho de segurança”, pois não o largava por nada. E, sem dúvidas, ele ajudou bastante.

          guia

          Então, preparem-se, pois nos próximos dias publicarei meus roteiros de viagem, no mais autêntico estilo “feito a pé”, como disse meu amigo Beto.

           

          Cláudia Ramalho

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