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Painel econômico e colorido para festa infantil – Passo a passo de flores de papel


Sabem o painel que usei na festinha da Clarinha? Querem aprender a fazê-lo? Não é difícil, embora seja um pouco trabalhoso, porque é preciso fazer várias flores.

Antes de começar os preparativos da festinha, fiz aquela consultinha básica no Google images em busca de inspiração. Selecionei algumas fotos que me chamaram mais a atenção e desenvolvi a decoração a partir daí. Meus critérios seletivos foram; praticidade, economicidade e efeito visual. Afinal, eu só tinha alguns dias disponíveis e não estava disposta a gastar muito.

A foto de onde tirei a ideia do painel foi esta:

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Tentei localizar a fonte da imagem, mas não consegui. Quem souber, por favor, me avise que atualizo o post. É que salvei a imagem diretamente do Google e não do site original, o que fez com que ela fosse salva com a referência do Google e não com seu título primitivo. Agora, não consigo mais localizá-la.

Pois bem. O colorido dessas flores me encantou. E eu deduzi que seria fácil reproduzi-las, só não pensei que seria tão demorado. A cada noite eu conseguia fazer 7 ou 8 unidades, apenas.

Comprei cartolinas-carmen de cores variadas e comecei a empreitada. Não encontrei cores vivas e vibrantes como as da foto, tive de me contentar com as que encontrei no mercado local. Com cada cartolina, fiz 2 flores médias.

 

Para fazer meu painel, eu usei:

  • 27 cartolinas-carmen de cores variadas
  • tesoura
  • fita adesiva dupla face
  • grampeador e grampos
  • régua de 30 cm
  • pistola de cola quente
  • 2m de TNT

 

1. Primeiramente, dobrei cada cartolina ao meio, no sentido do cumprimento.

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E cortei-a  no vinco da dobra, ficando com duas metades:

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2. Usando uma régua como parâmetro, fiz uma sanfona em cada metade da cartolina;

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Usar a régua não é obrigatório, mas percebi que assim as dobras ficavam padronizadas.

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3. Como a régua era um pouco larga, marquei novamente cada dobra, na metade, usando a mesma régua como referência. Como aparece nas fotos abaixo:

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Para quem tem boa coordenação motora fina, repito, a régua é dispensável. Refiz os vincos, deixando os vincos anteriores exatamente na metade da régua.

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4. Depois de bem vincada, grampeei cada sanfona ao meio, usando um grampeador grande. Vejam que a medida do raio de cada flor foi determinada pela profundidade (pelo alcance) do meu grampeador. Por isso, é importante usar um grampeador grande.

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Se o seu grampeador (assim como o meu) não conseguir grampear toda a peça de uma só vez, grampeie em duas etapas e una a emenda com fita adesiva.

Se usar um grampeador mais potente, isso não será necessário.

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5. Vejam como ficou a sanfona grampeada. Dá para perceber que um lado está mais comprido que outro, não dá?

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Ao armar a flor, eu medi o quanto precisaria cortar de cada lado, para igualá-los.

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6. Aparei as pontas, para que ficassem do mesmo tamanho,  fazendo um picote assim:  /

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7. Passei fita adesiva dupla face de cada lado da flor:

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E emendei as pontas.

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8. Percebi que, com o tempo, as flores se descolavam. A cola da fita adesiva não foi suficiente para mantê-las juntas. Para reforçar, grampeei cada ponta da emenda, pelo lado avesso.

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9. Fui montando todas as flores até achar que já tinha o suficiente para cobrir parte da parede.

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Agora eis o problema: como pendurá-las no painel?

Colar cada flor diretamente na parede não seria interessante, pois o vento poderia derrubá-las, sem falar que isso iria detonar minha parede.

A solução que encontrei foi pregá-las numa base de  TNT e a partir daí, pregar o TNT na parede com alguns preguinhos.

Vejam como fiz.

1. Estirei um pedaço de TNT no chão. Arrumei as flores de papel sobre ele, para ter uma ideia da distribuição das cores.

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2. Com as flores já distribuídas, usei a pistola de cola quente para pregá-las, do lado avesso. Colei cada flor, pelo miolo, diretamente no TNT. E fui colando uma parcialmente sobre as outras.

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3. Depois, recortei o excesso de TNT que ficou aparecendo nos lados do painel, de modo que só se pudesse ver as flores.

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O resultado ficou assim:

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Uma excelente semana a todos!

Claudinha.

    posted by Feito a Mão in festa infantil,passo-a-passo and have Comentários (57)

    Detalhes do café regional e a lembrancinha que eu preparei para a ocasião


    Como eu prometi no último post, darei maiores detalhes sobre a confraternização que fizemos no grupo de Pilates. 

    Escolhemos como tema um café regional. A maioria das meninas não bebia nada alcoólico, seja por causa da religião, seja porque estivesse de dieta ou porque fosse abstêmia por natureza. Então, dessa vez, as xícaras e bules funcionaram de verdade.

    café regionalNão fosse pelos 5 metros de chita, eu diria que não comprei nada para ornamentar a mesa e a varanda. Minha casa já tem muitos itens regionais, naturalmente. Tudo o que fiz, foi realocá-los de seu lugar de origem para  a mesa de jantar.

    As galinhas cangaceiras e as frutas de tecido migraram da cozinha para lá. Já a barca de cipó veio do centro da sala de estar.

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    As estatuetas de ferro, deixaram a minha estante da sala, para posarem orgulhosas de ser nordestinas. O Guerreiro representado no chapéu do homem faz alusão expressa ao folclore alagoano.

    O vasinho com cacto veio da mesinha da varanda. A neguinha de vestido estampado veio do meu gabinete. A escultura de madeira da retirante grávida com um pote da cabeça veio do mezanino. E assim por diante. Saí catando todos os enfeites que pudessem ser aproveitados no tema da reunião.

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    Como a varanda já era naturalmente decorada nesse estilo, foi lá que resolvi nos instalar. Principalmente por ser mais ventilado e agradável. Coisa imprescindível numa noite quente de verão. Para complementar, apenas uma passadeira de filé sobre o aparador da sala de jantar que foi transferido para lá, para acomodar as lembrancinhas.

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    A mesa antes das comidinhas chegarem

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    E depois dos comes e bebes arrumados

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    Comes & bebes

    Para acompanhar o café, pão de queijo, pastéis de carne moída, bolos regionais (de banana, de rolo, de massa puba e de batata doce), atolado de macaxeira com carne de sol e caldo verde.  Para quem estava bebendo, tijolinhos de tapioca com queijo coalho e mel de engenho. E para sobremesa: cartola (banana assada com queijo coalho e mel de engenho) e sorvete de tapioca.  Tudo delicioso e muito regional.

    café regional - guloseimas

    As lembrancinhas

    Resolvemos também trocar lembrancinhas, que podiam ou não ser regionais.

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    Três meninas se inspiraram no natal. A Polly levou bloquinhos de anotação com imagens de Papai Noel, a Marlete levou anjinhos de sabonete e a Alice levou um menino Jesus numa manjedoura. Já a Cida levou espelhinhos para colocar na bolsa e a Daíse levou pães de mel embrulhados num saquinho de chita. A Simone levou um jogo de raciocínio lógico, que me deixou louquinha, mas finalmente consegui tirar a bendita argola depois de meia hora de tentativas. Acho que as 6 taças de espumante que eu tomei devem ter adormecido pelos neurônios. hahaha

    A menção especial vai para a Andréia, que resolveu presentear-nos com o livro recém publicado por sua filha, Nicole Marques, de apenas 11 anos! Sem dúvida alguma, uma lembrancinha muito peculiar e especial. 

    A garota que queria escrever um livro está à venda, e quem se interessar pode contatar a Andréia Marques pelo facebook. Eu imagino o quanto ela deve estar contente com o resultado do livro, eu morreria de orgulho, em seu lugar!

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    Passo a passo da minha lembrancinha

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    A lembrancinha que eu entreguei foi algo voltado ao Pilates. Resolvi fazer uma coletânea de todos os CDs de relaxamento e meditação que eu tinha em casa. O passo a passo está descrito logo abaixo.

    1. Convertendo CDs de música em MP3

    Converti as músicas para o formato MP3, usando o Windows Media Player. Fiz isso, usando este tutorial aqui. 

    2. Gravando um CD de dados

    Uma vez convertidas as músicas escolhidas, gravei-as num CD, utilizando o programa Nero Express, na opção gravar um CD de dados. Aqui tem um passo a passo de como fazer isso. Não vejo por que reproduzi-lo.

    3. Criando o envelope do CD

    Depois dos CDs gravados, desmontei um envelope de CD que eu tinha em casa, para usá-lo como molde. Risquei e cortei este molde sobre papéis de scrap de cores variadas. Cortei usando tesoura mesmo, já que eram apenas 8 unidades.

    Colei as abas laterais do envelope e pus o CD dentro.

    4. Fazendo as etiquetas dedicatórias

    Para finalizar a embalagem, cortei tags, usando um cortador manual para scrap. Escrevi uma pequena mensagem desejando paz e tranquilidade às minhas convidadas. Talvez porque fosse tudo do que mais eu estivesse precisando no momento.

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    A tag dizia:

    “Podemos encontrar a paz de várias maneiras. Meditar, relaxar, praticar o bem, não guardar rancor e cultivar amizades são apenas alguns exemplos. Que este CD possa lhe trazer um pouco de paz e tranquilidade.”

     

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    5. Cortando imagens na silhouette

    Na parte da frente da tag, eu resolvi colocar imagens de uma pessoa em posições de Pilates, já que tínhamos esse interesse em comum e a confraternização era do grupo de Pilates. 

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    Usei o mesmo arquivo que eu já tinha usado quando escrevi o post sobre os benefícios do pilates.

    pilates

    6. Convertendo um arquivo PNG em STUDIO, para utilizá-lo no software da silhouette

    Para cortar as imagens, usei minha silhouette. Mas antes foi preciso converter o arquivo original (PNG) para o formato STUDIO, compatível com a máquina.

    Foi graças a este magnífico e esclarecedor tutorial que eu consegui converter a imagem acima. Vocês não imaginam o quanto fiquei satisfeita com isso. É muito reconfortante e libertador saber que agora posso cortar tudo, absolutamente tudo o que eu desejar, sem depender de cartuchos ou arquivos pagos.  I love my silhouette!

    Eu sabia que era possível fazer isso, mas ainda não tinha tido tempo para pesquisar a respeito, nem muita paciência para aprender a fazer todo o procedimento. Certas coisas é melhor fazer de cabeça fria, sem pressa.

    7. Dicas de como reutilizar uma base de corte sem muitos gastos

    Outra dica muito boa para as silhouette maníacas é que é possível reciclar a base de corte em casa. Vocês já devem ter percebido como os acessórios da silhouette são caros, não? A base de corte é um deles. As meninas da Die Cut & Cia prepararam um post exclusivo sobre como reciclar a base de corte usando a cola Spray Mount.

    Eu demorei para encontrar essa cola. Só consegui pela internet. Mesmo assim, por um preço um tanto salgado, o que somado ao frete ficou mais salgado ainda. Só depois que eu já tinha comprado, foi que a Erika Menezes deu-me outra dica valiosa, que nos possibilita economizar ainda mais!

    Ela me ensinou que dá para usar a cola permanente Acrilex, que custa cerca de 2 reais o potinho. Você passa com o pincel, vai colocando uma folha pra tirar a cola. Coloca e puxa, coloca e puxa, daí ela fica pegajosa igual à cola original.

    Eu não digo que é conversando que a gente se entende? Quanto mais eu leio, mais vejo que nada sei sobre minha silhouette. Estou engatinhando ainda.

    8. Como fazer sua base de corte em casa

    Outra dica fabulosa que aprendi com a Erika é que dá para fabricar uma base de corte usando acetato de espessura aproximada à da base de corte original. Vejam só que belezura! Eu nunca imaginaria isso! Aqui em Maceió, já comprei acetato por metro na Felícia, mas imagino que em qualquer papelaria de vergonha é possível encontrar o produto.

    Bom, dicas da silhouette dadas. Sigamos adiante.

    9. Enfeitando o envelope do CD com fuxico e palhinha

    Cortadas as imagens das “pilateiras”, colei-as sobre as tags usando fita adesiva dupla face de espuma (mais conhecida como fita banana). Para arrematar, um pequeno fuxico feito com chita e um lacinho de palhinha que também foram colados com a mesma fita.

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    Estou pensando em fazer uma versão natalina deste CD, para presentear as professoras de aulas adicionais das meninas (natação, handebol, dança, música, inglês, relações interpessoais, coordenação, orientação, a motorista da perua escolar, sua assistente etc. etc. etc.). E tudo em dobro, porque eu tenho duas filhas! É tanta gente que só fazendo uma lembrancinha mais acessível para não deixar ninguém de fora. 

    Acho que dá para aproveitar até mesmo a chita que usei, já que seus tons lembram o natal. Nesse caso, faria os envelopes verdes ou vermelhos e cortaria imagens natalinas para as tags. Até já fiz a seleção musical. O que vocês acham?

    Uma excelente semana e um cheiro bem grandão pra todo mundo!

    Claudinha

      posted by Feito a Mão in decoração,festas juninas,foto e scrap,fuxico,gráfico,leitura,natal,passo-a-passo,presente and have Comentários (33)

      Lembrancinhas e brincadeiras da festinha de Matrioska


      Lembrancinhas

      As lembrancinhas da festa do sétimo aniversário  da minha caçulinha tentaram resgatar um pouco da ideia do brincar como se fazia antigamente.

      Se eu tivesse tido mais tempo, teria adorado fazer um kit de matrioskas de feltro para cada pequena convidada, mas aí cairia num dilema: o que dar aos meninos?

      lembrancinha para festa de matrioska

      Foi então que resolvi apelar ao conceito mais amplo do brincar, resgatando brincadeiras tradicionais que atualmente estão sendo resgatadas.

      Dei vários passeios pelo centro da cidade até encontrar alguns itens bem interessantes por preços que eu podia bancar.

      Depois foi só customizar a embalagem com uma etiqueta personalizada, usando o kit digital que foi utilizado em toda a festa.

      lembrancinha para festa de matrioska

      Para as meninas, coloquei: elástico, pula corda, bate-bate e um saquinho com um anel de plástico para que elas brincassem do jogo do anel. Eu pretendia fazer 5 marias costuradas em tecido estampadinho, mas com os obstáculos das últimas 3 semanas, acabei desistindo da ideia, por pura falta de tempo.

       lembrancinha para festa de matrioska

      Para os meninos, coloquei: uma peteca, comprada no mercado de artesanato, um vai-e-vem, um saquinho com bolinhas de gude e um iô-iô.

      lembrancinha para festa de matrioska

      As sacolinhas em craft foram ornadas com papel rendado do tipo que cobre bandejas e finalizadas com um pegador decorado em biscuit, feito pela Dona Luluzinha. 

      lembrancinha para festa de matrioska 

      Para diferenciar as sacolinhas dos meninos e das meninas, fiz tags de agradecimento. As rosas e lilases eram das meninas, as azuis e verdes, dos meninos.

      lembrancinha para festa de matrioska

      Por traz da etiqueta frontal, um pequeno texto agradecendo a presença de cada amiguinho.

      “O melhor da brincadeira não é o brinquedo, mas a companhia. Ao seu lado, o meu dia ficou muito mais especial. Obrigada por ter vindo!”

      lembrancinha para festa de matrioska

      Arrumei as sacolinhas no cabideiro, ao lado da mesa principal, pois elas não couberam na estante que eu havia alugado com essa finalidade.

      lembrancinha para festa de matrioska

       

      Brincadeiras temáticas

      Para o entretenimento das crianças, eu contratei um recreador . Mas não pude deixar de incrementar as atividades oferecidas por ele, já que minha intenção era resgatar brincadeiras tradicionais.

      Pescaria de matrioska

      Emendei alguns palitos de bambu, específicos para churrasco, usando fita adesiva larga. Na ponta, improvisei um gancho contorcendo um clipe de papel. Assim, fiz duas varas de pescar.

      Brincadeira de Pescaria festa Matrioska

      Para base da pescaria, usei uma caixa de pizza aberta, cheia de areia. E para os “peixinhos” eu usei as matrioskas de papel que eu tinha desperdiçado ao tentar fazer a primeira opção de convite. Lembram que falei da odisséia do convite neste post? Foi só furar cada matrioska com um furador de papel e pronto. Foi um jeito interessante de reaproveitá-las, já que jogá-las no lixo me deu uma peninha!

       Brincadeira de Pescaria festa Matrioska

       

      Acerte o alvo

      Com o mesmo molde que usei para fazer as matrioskas de feltro, eu construí uma matrioska gigante.

      molde matrioska

      Usando o recurso “pôster” da minha impressora,  imprimi a imagem acima numa proporção 5×5, ou seja, 5 folhas de A4 de largura por 5 de altura.

      Montei os retângulos como um quebra-cabeças e passei durex nas emendas. Depois cortei a imagem da matrioska e a transferi (decalcando) para um papel 40kg – na verdade, foram 2 folhas de papel 40kg emendadas.

      Depois, numa tarefa conjunta, eu, Clara e Mariana, pintamos a bonequinha, usando tinta para artesanato PVA.

      Depois da tinta enxuta, colei o papel 40kg num papelão (uma caixa grande desmontada) e recortei-a, fazendo buracos em sua barriga, usando a boca de um copo americano como referência.

      Brincadeira - acerte o alvo - festa matrioska

      Acabei não comprando as bolas coloridas para as crianças jogarem. Eu tinha me desfeito das bolinhas da piscininha inflável das meninas há alguns anos e esqueci desse detalhe. O recreador improvisou o jogo com as pedras do jardim. Ponto pela proatividade dele!

      Brincadeira - acerte o alvo - festa matrioska

      Boliche de Matrioskas

      A última das atividades temáticas foi um jogo de boliche. O que fiz foi imprimir as imagens das matrioskas, em diferentes tamanhos, em papel adesivo. Cortei e colei nos pinos.

      Brincadeira festa matrioska - boliche

          

       

      Fica faltando agora apenas falar sobre as guloseimas para encerrar os posts sobre esta festinha.

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      Já passaram no blog da Katinha? Hoje ela postou sobre o chá de blogueiras que ocorreu no sábado. Como contei no último post, eu tomei parte dele, neste ano. Se você ficou curioso(a) para saber como foi, passe lá e aproveite para conhecer o pedacinho mais colorido, ilustrado e animado da blogosfera. Casos e Coisas da Bonfa.

      Volto na sexta com um post delicioso sobre o primeiro encontro da Confraria das Panelas. Finalmente nosso planos saíram do papel. Conto tudo em detalhes depois.

      Um ótimo feriado para todos!

      Claudinha

        posted by Feito a Mão in brincadeiras,festa infantil,passo-a-passo and have Comentários (25)

        O convite da festinha de matrioskas


        Falta menos de um mês para a festinha da Mariana e vocês devem estar estranhando a falta de posts sobre o assunto. Em outros anos, nessa época, já havia pelos menos uns 6 ou 7 posts sobre o assunto.

        Não é que eu esteja querendo fazer suspense, de modo algum, vocês já me conhecem o suficiente para saber que não sou disso. Acho uma bobagem tremenda pensar assim. Ainda mais quando se trata de um evento tão pequeno e íntimo.

        Bem, a verdade é simplesmente que andei muito ocupada com o meu trabalho ultimamente e, apesar de já estar fazendo muitas coisinhas da festa, quase nada está concluído. E gosto de mostrar cada projeto do começo ao fim.

        Finalmente acabei o convite. Para ser bem franca, este post não tem como finalidade principal ensinar um passo a passo, mas contar como nasceu a inspiração desse projeto e todos percalços que tive de enfrentar em sua execução.

        Muitas vezes eu leio comentários de mães de primeira viagem, que se dizem sem jeito para artesanato, ou sem inspiração para criar. Quando a gente acompanha um blog de festas ou de artesanato, pode ficar com a ideia errada de que todas aqueles projetos nascem espontaneamente e são executados sem dificuldade alguma. O que nem sempre é verdade.

        Fazer uma festinha a mão, sozinha, requer um bocado de trabalho, planejamento e organização. Nem sempre fazer tudo em casa vai sair mais barato que encomendar a um profissional especializado. Então, eu não recomendo que ninguém enverede por esse caminho se sua única motivação for fazer economia.

        Muitas vezes, quando estamos desenvolvendo um projeto original – assim entendido como algo feito em primeira mão, não copiado de outro já pronto – estamos sujeitos a erros, desperdício de material, retrabalho, gasto de tempo para contornar os obstáculos pelo caminho, enfim, nem sempre as coisas saem como imaginávamos e é preciso ter disposição, paciência e persistência para conseguir chegar ao fim.

        Com esse convite aconteceu exatamente isso. Vendo agora, já prontinho pode não parecer, mas foi o convite mais difícil e trabalhoso que eu já fiz.

        A concepção do projeto nasceu da própria essência do brinquedo matrioska: uma bonequinha contendo outra e assim por diante. Eu queria que o convite expressasse essa ideia. Queria fugir daqueles tradicionais convites impressos em papel.

        Após toda trabalheira e alguns custos não previstos, posso dizer que estou muito orgulhosa de mim mesma, mais pela perseverança que pelo resultado em si. Vocês vão entender do que estou falando quando acompanharem a odisseia abaixo.

        1ª tentativa

        Conversando com Clarinha e Mariana, minhas maiores fontes de inspiração, surgiu nossa primeira luz: uma matrioska de papel com bolsos, onde fossem colocadas as matrioskas menores.

        Clarinha chegou a fazer um croqui do convite, vejam só como ela é jeitosa:

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        Eu até cheguei a reproduzir um protótipo, usando o mesmo kit digital que estou usando nesta festa, mas não me agradei do resultado.

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        Como as matrioskas do kit não tinham bolso, o bolso que eu improvisei nunca ficava bem cortado, o acabamento do verso da matrioska não ficou legal. Tentei fazer o convite em formato aberto, como um cartão, e também não gostei do resultado. A ideia era excelente, mas a execução não ficou a contento.

        Fica a dica para as mais jeitosas e pacientes.

        Desisti desse modelo e parti para o segundo.

        2ª tentativa

        Pensei em fazer um chaveiro com as matrioskas, impressas em papel couchê ou outro de gramatura mais alta.

        Comprei um cordão de bolinhas de metal, usado em chaveiros, e várias trancas individuais, como esta que aparece abaixo. Minha ideia era prender as cinco matrioskas de tamanhos diferentes, contendo no verso de cada uma um trecho do texto do convite.

        Convite festa Matrioska

        Na minha pressa de concluir o projeto, imprimi as matrioskas em papel linho, gramatura 180g/m², na minha impressora caseira, jato de tinta. Cortei todas, antes mesmo de fazer um teste para ver se dava certo. Cheguei a ficar com calo no polegar direito!

        Convite festa Matrioska

        Só depois fui quebrar a cabeça para ver como faria o texto no verso de cada uma.

        Cada matrioska deveria conter uma informação:

        A maior, avisaria da festinha para comemorar o 7º aniversário da Mariana; a segunda, informaria o lugar; a terceira, a data e a hora; a quarta indicaria nossos telefones (já que a festinha será apenas para crianças) e a última se despediria carinhosamente.

        Imprimi o texto num papel autocolante, recortei e tentei unir as duas peças, depois de cortadas. O acabamento não ficou bom, para variar.

        Novamente, meu erro foi na execução. O que me leva a concluir que desenvolver um projeto sob forte estresse não é uma boa. Eu estava com muito trabalho, poucas horas livres e pouca paciência para coisas melindrosas. Dizem que a criatividade nasce do ócio. Eu não tenho a menor dúvida.

        Acabei desistindo dessa ideia também, com uma peninha danada!

        3ª tentativa

        A terceira alternativa surgiu quando vi o convite que a Katinha, do Casos e Coisas da Bonfa fez para o aniversário dela. O convite ficou fantástico e fiquei morrendo de vontade de adaptar o projeto ao tema da festinha da Maricota.

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        Katinha gentilmente me cedeu o modelo do envelope e eu me pus a quebrar a cabeça, para fazer o convite usando matrioskas.

        Só que a graça e o charme desse modelo estão justamente na composição do visual da boneca, que muda de traje à medida em que o convite é puxado.

        Como as matrioskas mudariam de tamanho, em ordem decrescente, eu não consegui o mesmo efeito. A janela do envelope teve de ficar maior e as matrioskas iam aparecendo, sem conexão alguma com a parte externa, como acontecia com o convite da Katinha.

        Convite festa Matrioska

        Até que ficou bonito, mas não teve o impacto visual que eu buscava. Usei uma frase bacana, que pretendo usar num porta-retrato, na mesa da decoração: Menininhas são lindas do lado de fora e mais lindas ainda do lado de dentro.  Vi uma frase similar numa festa dum site estrangeiro, só que em inglês. As faixas coloridas contendo qualidades infantis iam provando o que eu queria dizer.

        Era para ser uma surpresa, cada matrioska desvendando uma qualidade específica, mas eu – mais uma vez – não consegui executar a ideia que estava na minha cabeça.

        Tentei fazer o convite num formato de circular, com vários campos vasados, um para aparecer a matrioska e outro para a qualidade (sinceridade, pureza, alegria, etc.). Mas não fui muito longe.

        4ª tentativa

        Já desesperada, sem conseguir executar nenhuma das ideias mirabolantes que eu pretendia, resolvi apelar ao bom e velho tradicional convite impresso.

        Convite festa Matrioska

        Estava com a arte pronta para levar à gráfica, para que o acabamento ficasse melhor, já que o convite seria tão simplório, quando tive um estalo de inspiração!

        A essas alturas, a fase complicada do meu trabalho já havia passado, minha rotina estava mais ou menos normalizada e meus neurônios começavam a funcionar com mais calma e coerência. Foi então que voltei à minha segunda opção de convite. Achei que tinha descoberto um jeito de fazer dar certo.

        5ª tentativa

        O que me desagradou na segunda opção de convite foi a execução. Ou seja, a ideia era ótima, mas eu precisava encontrar um jeito de executá-la melhor.

        Concluí que eu tinha de fazer a impressão frente e verso, para não ter que imprimir em dois papéis diferentes e recortar tudo depois de colado.

        Olha a complicação! Como eu havia disposto as matrioskas em diversas posições, para aproveitar ao máximo a área de impressão do papel, o texto deveria ser escrito de frente, de cabeça pra baixo, de um lado, de outro. Como fazer isso? Como fazer coincidir perfeitamente o texto do verso com a impressão da frente?

        Coloquei o máximo de matrioskas num arquivo do tamanho de uma folha de papel A4. Couberam 10. O suficiente para fazer 2 convites. Cada matrioska seguinte foi redimensionada na escala de 85% da anterior.

         Convite festa Matrioska

        Depois do arquivo feito, criei o texto do convite, sobre a camada das matrioskas (numa camada adicional) usando o photoshop, já que no word isso seria impossível.

        Eu fiz cada trecho do texto em separado, depois girei quando necessário (vejam que algumas bonecas estão de cabeça pra baixo ou na lateral) para que ele casasse com a bonequinha correspondente. Não podia ficar uma só letrinha fora do campo.

        Depois do texto pronto e ajustado, espelhei a camada das matrioskas, para que ela ficasse invertida horizontalmente, já que a frente deveria corresponder ao verso do papel, deu pra entender?

        Fiz um teste na minha impressora. Imprimi os dois arquivos, separadamente. Primeiro a frente, virei o papel, coloquei de volta na impressora e imprimi o verso em seguida. 

        Voilá! Consegui o efeito que buscava!

        Salvei os dois arquivos (frente e verso) num pen drive e fui à gráfica, pois verifiquei que a impressão a laser ficou muito mais vívida que a impressão a jato de tinta da minha impressora caseira.

        Usei as fontes: Wendy LP Std Medium e Jokerman.

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        Vejam como ficou a impressão do lado do texto:

         Convite festa Matrioska

        No lado oposto, estavam as matrioskas, numa sincronia perfeita!

        Convite festa Matrioska

        Depois disso, pus-me a cortar – de novo – quase duzentas matrioskas. Paguei todos os meus pecados, podem crer!

        Convite festa Matrioska

        E quando pensei que meus problemas haviam terminado, tive outro contratempo. Cada matrioska deveria ser furada para que o cordão passasse por elas. Para que o furo fosse feito sem estragar as bonequinhas, pensei em usar ilhoses de scrap.

        Esses ilhoses são carinhos, pois são feitos especialmente para o uso em papel. Eu bem que tentei comprar ilhoses de costura comum, mas são muito duros para envergar em casa, sem uso de uma prensa.

        Pela internet, comprei ilhoses do tamanho mini. Eu os testei no cordão antes de aplicá-los e parecia que tudo estava bem. Só que não considerei que depois de amassados seu diâmetro diminuiria. Testei em várias bonequinhas e nada. Depois de aplicados os ilhoses, o cordão não entrava!

        Convite festa Matrioska

        Tive de encomendar outros ilhoses de tamanho médio às pressas. Graças a Deus, a loja entregou em menos de 76 horas e pude concluir meus convites no feriado do dia 12, enquanto as meninas se entretinham com seus presentes.

        Por sinal, deixo a dica dessa loja maravilhosa que já utilizei unas 3 vezes, todas sem problemas: Atacado Beija Flor. (Não estou ganhando nada com a propaganda, ok?)

        Vejam a diferença do tamanho dos novos ilhoses:

        Convite festa Matrioska

        Cortei o cordão em pedaços de 10 cm, e apliquei a fechadura que comprei em lojas de artigos para bijuteria, que mostrei logo mais acima.

        Para aplicar os ilhoses, acabei usando um alicate especializado. Tinha comprado também estas ferramentas que aparecem na foto abaixo, mas como fiz a maior parte do trabalho à noite, não quis incomodar meus vizinhos, com o barulho de marteladas.

        Convite festa Matrioska

        O resultado me deixou satisfeita. O corte das bonequinhas ficou bom, a impressão ficou vívida, o texto ficou ajustado à silhueta de cada bonequinha, os furos foram feitos sem estrago, os ilhoses foram bem aplicados e o cordão pôde correr  frouxo por eles.

        Convite festa Matrioska

        Convite festa Matrioska

        Cada convite seguirá com um lacinho de fita, onde será colada uma etiqueta com o nome de cada convidado e uma matrioska minúscula na ponta. Ainda não me decidi se o laço será dado diretamente no cordão ou num saquinho plástico, no qual o convite seguirá dentro. O que vocês acham?

        Convite festa Matrioska

        A tranca do cordão deu um acabamento mais profissional à peça, na minha humilde opinião.

        Convite festa Matrioska

        O que aprendi com isso tudo?

        É preciso ter paciência e esperar que as coisas se arrumem. O que é nosso está guardado, não adianta tentar fazer tudo do nosso jeito, quando a hora não é adequada. No devido momento, tudo se resolve e pode sair melhor que o esperado. Muitas vezes, os contratempos são necessários para nos fazer abrir a mente para novas opções.

        Posso aplicar essa pequena lição a qualquer coisa nessa vida. Especialmente na fase que estou vivendo, parece que recebi um recado divino por meio dessa experiência.

        É que eu fico procurando tirar pequenas lições de tudo o que me acontece, porque encaro até as coisas mais banais como um desafio que me fará evoluir. Deus nos fala a todo instante, de todo jeito e forma, basta estarmos atentos.

        Eu desejo a todos uma excelente semana, cheia de graças e realizações!

        Cheiro grande,

        Claudinha

         

        PS: Meus parabéns a todos os professores que passarem por aqui hoje. Estou, neste momento, assando biscoitos para presentear os mestres das minhas filhotas, a quem tenho muito a agradecer. Os presentinhos que bolei mostrarei noutro post. Sabe como é, ou assovio ou chupo cana…

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          Modelando docinhos de Matrioskas – Passo a passo


          Faltam menos de dois meses para a festinha da Mariana e eu ainda não tinha preparado os tradicionais docinhos modelados. Faltava-me tempo, é verdade, mas, principalmente, faltava-me inspiração.

          Até que ela surgiu em forma de uma foto que vi no facebook da Terumi Takahashi, que já esteve conosco compartilhando suas obras de arte neste post. Vi a foto da Tê, perdi alguns minutos observando-a e imaginei como faria as minhas matrioskas. Foi o estalo que faltava!

          Terumi Takahashi

          O problema da falta de tempo foi contornado com o feriadão passado. Usei oito horas do meu sábado modelando os 64 docinhos. Não senti o tempo passar, mas no fim da noite minhas costas e meus bíceps estavam em petição de miséria.

          Claro que o resultado não ficou à altura dos docinhos da Terumi, nem era esse meu objetivo. Eu já tinha salvado várias imagens de matrioskas para me servirem de modelo na confecção dos docinhos, mas nenhuma me agradou totalmente, ou não eram bonitas o suficiente, ou pareciam muito complicadas. Eu estava quase desistindo de fazer docinhos modelados desta vez.

          Como este assunto tem sido o mais procurado no blog, vou aproveitar para repetir algumas informações essenciais e esclarecer algumas dúvidas que têm surgido de maneira reiterada.

          Repetindo: nunca fiz curso de confeitaria, nem pretendo. Meus conhecimentos me servem até onde preciso deles. Portanto, não sou doceira, falo por experiência prática, ok? Não faço ideia de por quanto é possível vender o cento desses docinhos, nem tenho o menor conhecimento sobre estratégias de marketing ou de qual é a melhor forma de ingressar no mercado.

          ESSAS dúvidas eu não posso responder, mas vou tentar elucidar outras tantas que recebo por e-mail. Quem estiver interessado em saber mais sobre o assunto, fique à vontade para ler todos os posts marcados com “docinhos modelados”. Em 99% das vezes, as dúvidas que recebo já foram respondidas.

          Massa de leite ninho

          Ingredientes:

          • 1 lata de leite Ninho instantâneo
          • a mesma medida (menos 3 dedos) de açúcar de confeiteiro – não use o impalpável! – Quanto mais fino o açúcar, melhor o resultado
          • 100ml de leite de coco light 
          • corantes em gel nas cores desejadas

           

          Prepare a massa, seguindo todas as instruções deste post AQUI. Leia-o com muita atenção antes de prosseguir, se você está chegando agora.

          Não se esqueça: use SEMPRE corante em GEL, leite INSTANTÂNEO e açúcar de CONFEITEIRO. Com isso, sua massa ficará macia, elástica e de fácil manuseio. Mesmo assim, seus braços ainda vão doer muito, vai por mim. E eu nem estou mais sedentária! É que esta massa é muito pesada e cansa mesmo de modelar, ainda mais numa jornada de 8 horas ininterruptas!

          docinho_modelado_matrioska

          Segredos de precisão

          Para obter um resultado mais proporcional, utilize instrumentos de precisão,  balança, para pesar e dividir a massa em partes iguais, e colheres medidoras, para deixar cada docinho do mesmo tamanho.

          1. Pesar a massa

          Depois da massa pronta, eu a pesei. Rendeu exatamente 1kg. Dividi a massa em 9 partes iguais, pois pretendia fazer 4 modelos de doces.

          Tingi assim:

          2/9 de massa na cor amarela
          2/9 de massa na cor roxa
          2/9 de massa na cor pink
          2/9 de massa na cor verde

           

          docinho_modelado_matrioskas

          A parte restante (1/9) eu tingi com um pinguinho de corante laranja, para alcançar uma tonalidade que lembrasse cor de pele, antes, porém, separei um pequeno pedaço e tingi uma parte de preto e outra de laranja, para fazer os cabelinhos das matrioskas.

          Eu cheguei a essas medidas, fazendo um modelo com a massa básica, para ter ideia aproximada de quanto precisaria de cada cor. Mostrei o protótipo na foto acima. Com base nessa peça, pude ter uma ideia da proporção que cada cor tomaria da minha massa.

          Importante: Enquanto estiver modelando uma parte da massa, seja moldando, ou tingindo, conserve o restante fechado em pote plástico. (A massa resseca ao ar livre e tende a endurecer, por isso deve sempre ser mantida fechada, enquanto não manuseada).

          2. Usar colheres medidoras para os docinhos

          Para manter cada docinho no mesmo tamanho e proporção, usei colheres medidoras. 1/2 colher de sopa foi a medida usada para fazer o corpinho da matrioska.

          docinhos_modelados_matrioska

          A massa rendeu 64 docinhos, 16 de cada cor. Houve um pouquinho de sobra, coisa correspondente a um docinho e meio, ou seja, praticamente insignificante, considerando que foram tantas cores usadas na modelagem. Esse cuidado na pesagem é importante para evitar desperdício de material e para manter o controle de qualidade no tamanho dos seus docinhos.

          docinhos_modelados_matrioskas

          Modelando matrioskas

          1. Para fazer o corpinho, comece modelando uma bolinha e levemente vá achatando-a até que se transforme numa coxinha. Não tem macete, o negócio é modelar até deixar a coxinha com um aspecto que lembre o corpinho de uma matrioska
          2. Para fazer o rostinho, faça uma bolinha e achate-a
          3. Para fazer o cabelo, estire a massa colorida (preta, ruiva, loira, marrom, etc) sobre a mesa. Eu usei um cortador de biscoito em forma de coração para cortar a pontinha da massa e fixei no rostinho com a esteca, achatando levemente com os dedos.
          4. Para fazer o acabamento do rostinho, faça rolinhos com a massa e fixe ao redor do rosto, como um cachecol.

           

          ATENÇÃO: Para colar as peças, não precisa usar cola de açúcar. A massa de leite ninho fica um pouco grudenta. Ela vai aderir pelo contato. Se estiver um tanto seca, umedeça suas mãos com água filtrada que a massa voltará a ficar macia e pegajosa.

          Enfeite sua matrioska como desejar. Eu usei confeitos coloridos em forma de corações e flores. A Terumi usou a própria massa, em formato variados, usando cortadores de biscoito para obter esse resultado.

          docinhos-matrioskas

          Pra desenhar o rosto, use um palito de dente ou pincel fino umedecido no corante. Essa é a parte que acho mais difícil! Sempre borro um pouquinho nessa hora. Mas coloco as mais feinhas no fundo da bandeja e elas quase nem aparecem nas fotos.

          Depois é só colocá-los em forminhas decoradas e esperar pela festa. Se for congelar, coloque os docinhos em tapetinhos de plástico, dentro de potes plásticos apropriados e leve ao freezer, por até 3 meses.

          DSC00568

          Dicas de congelamento já foram exaustivamente abordadas aqui no blog, mas vou repetir o essencial.

          No freezer – Se você optar por congelar esses docinhos, poderá fazê-lo até três meses antes da festa. Envolva-os nas rendinhas que serão usadas nas forminhas de docinhos, para evitar que grudem uns nos outros.

          Eu costumo congelá-los em depósitos plásticos rasos, ocupa pouco espaço no freezer. Depois do depósito bem cheio, esvazie o ar, fechando bem. Eu passo filme plástico por precaução, para evitar que o depósito abra acidentalmente.

          ATENÇÂO: Para serem descongelados, os docinhos devem permanecer no mesmo recipiente, fechados por 3 a 4 horas, em temperatura ambiente, só então devem ser abertos, ou viram uma meleca só. Depois de descongelados, não podem ser novamente congelados!

          Na geladeira – Na falta do freezer, você pode conservá-los em geladeira, mas nunca por mais de 7 dias. O importante é proteger os docinhos em potes bem fechados e mantê-los em temperatura ambiente por algumas horas, antes de servir.

          As fotos dos meus docinhos prontos não ficaram muito legais. Já era noite, a cozinha estava de cabeça pra baixo; eu, morta de cansaço e dor nas costas, nem tive paciência de fazer uma produção decente para o blog. Vocês vão ter de se contentar com estas abaixo, até que cheguem as fotos da festinha e da mesa arrumada.

          Docinhos de Matrioskas - Blog Feito a Mão

          O importante é saber que eu mesma fiz os docinhos da festinha da minha filhota. Mesmo ausente como ando, por causa dessa fase louca no trabalho, fazer os docinhos foi uma forma de marcar minha presença e lhe fazer algo diferente, especial, único. As fotos vão registrar esse momento, mas o mais importante é que na memória dela o dia já ficou registrado. Para nós, a festa já começou!

          Uma ótima semana a todos,

          Claudinha

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