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Fotolivros pra que te quero


Geralmente eu não sou de deixar minhas coisas acumularem. Quase sempre sou bem antecipada para tudo. Começo a planejar uma viagem com mais de um ano de antecedência. Inicio os preparativos  de uma simples festinha de aniversário quatro ou seis meses antes. Isso é bom por um lado, mas por outro me enerva. Vivo no futuro, planejando algo que ainda vai acontecer daqui a sei lá quanto tempo.

Acontece que por causa desse meu excesso de planejamento, acabei criando uma armadilha para mim mesma. Como eu sempre estou a um passo à frente, o que vai ficando para trás rapidamente se transforma página virada. Assim, volto de férias com a cabeça nas férias do próximo ano. Mal concluo a faxina da casa, após uma festinha de aniversário, já me pego imaginando o tema da seguinte. Nem bem aprecio o retrogosto da experiência recente e já estou com o nariz fuçando o aroma do que estava por vir.

Viver com a cabeça no futuro gera muita ansiedade, isso todo mundo tá careca de saber. Sendo do jeito que revelei acima, é fácil imaginar o porquê de eu ter deixado minhas fotos de avolumarem de tal sorte que eu mesma tive de dar um basta e levantar uma questão de ordem.

Antes do final do ano passado, fiz o levantamento no meu PC e encontrei mais de 18 meses em fotos que não haviam sido sequer selecionadas, editadas ou reveladas. Isso para não falar dos 12 meses anteriores, quando eu simplesmente enviei ao laboratório todas as fotos, do jeito em que se encontravam, para imprimir em tamanho 10x15cm, só para não dizer que não as tinha revelado.

Foi então que eu me impus uma meta: colocar tudo em ordem e fazer fotolivros com todas as viagens, festinhas e eventos importantes que aconteceram nesse período. Minha meta era concluir tudo antes da virada do ano. Acho que subestimei o trabalho que teria, só terminei o trabalho em meados de janeiro.

Depois dos primeiros 7 fotolivros finalizados, a empolgação foi crescendo e resolvi refazer fotos de anos anteriores também. Como diz o Mução, tomei ar! Ou, no dizer mais escrachado de Fernando Veríssimo, em Um dia de merda, “O que é um peido para quem está todo cagado?” Eu já tinha gastado uma nota e perdido o maior tempo pra botar em ordem as fotos de 2012, aproveitei o embalo e joguei no meio também as de 2011 e algumas do segundo semestre 2010. Ao todo foram 11 fotolivros!

Quase fui à bancarrota, mas valeu a pena. E se valeu! A cada álbum que era entregue pelo correio (fiz em três lotes), eu ia ficando mais e mais satisfeita com minha maluquice. Maluquice no sentido de que gastar tanto assim num mês em que naturalmente as despesas já são mais vultosas só pode ser um ato de insanidade.

No último post eu mostrei como ficou meu armário de álbuns de fotos depois da organização que fiz. Agora eu vou mostrar trechos de alguns dos fotolivros que andei montando.

Eu costumo usar o site Digipix para fazer os meus fotolivros, até porque foi lá onde encontrei a opção com melhor acabamento para os fins que eu buscava.

Eu usei o modelo 180º Flat, que tem páginas em papel couchê com 600g/m² e abertura em 180º. Com isso foi possível fazer layouts como os que aparecem abaixo, onde as fotos ultrapassam a emenda dos álbuns, preenchendo duas páginas.

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A desvantagem é que esse modelo tem limite máximo de 80 páginas e custa muito caro, mesmo para profissionais cadastrados. Mas existem outros modelos mais acessíveis.

Vejam algumas amostras das capas que criei. Dependendo do caso, usei uma foto como fundo ou fiz um layout no photoshop, usando elementos de kits digitais e depois converti para JPEG.

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Em fotolivros de viagens, eu gostei da capa que fiz com várias pequenas fotos, fazendo uma retrospectiva do que há de mais importante e relevante para se ver e destacar em cada região. capas fotolivros

Para o fotolivro da viagem a Disney, usei os kits digitais que eu amo e que, infelizmente, saíram do ar – Minnie e Mickey, da Just so Scrappy, da Katie Castillo.

fotolivro disney

Nas páginas referentes aos outros parques, usei imagens de personagens que catei no Google imagens (homem aranha, Betty Boop, Popeye, Hulk, etc)

dotolivro Disney2

Também usei o mesmo kit da Katie Castillo para montar o fotolivro dos 5 anos da Mariana.

Fotolivro 5 anos MTR

Já para montar o fotolivro da festa das bruxinhas, usei o mesmo kit com que fiz os personalizados, Hocus Pocus, da Just so Scrappy.

Fotolivro 6 anos MTR

O álbum da festa no jardim foi adornado com elementos da Kate Hadfield e com papéis diversos de outros kits que eu tinha em meus arquivos.

Fotolivro MCTR 8 anos

O álbum de fotos familiares, ficou mais neutro, com páginas em branco ou preto. Neste álbum, o chamariz foi a qualidade e a cor das próprias fotos. Crédito das fotos para Jackeline Mendonça

fotolivro book familiar

Os álbuns de viagens sem crianças foram feitos num tom mais sóbrio, procurando combinar com o tom das fotos.

Paris fotolivro

fotolivro viagens2

Em caso de viagens que envolviam vários destinos, para separar as fotos de cada cidade, usei recursos diferenciados.

Num dos álbuns, usei os tons da bandeira de cada país como fundo da página, usando a moldura luz central, para demarcar quando estávamos mudando de um país para outro. Abaixo, as bandeiras da Bélgica, Holanda e Alemanha. capa3

Noutro álbum, à frente das fotos de cada cidade, usei selos que pesquisei no Google imagens e cujo arquivo transformei em PNG. Para achar selos semelhantes, basta pesquisar pelo nome da cidade, preferencialmente em inglês, seguido de stamp.  

selos

Como o programa DBook não contém muitas fontes, eu criei os títulos de cada página no photoshop, em PNG, usando as fontes de que dispunha em meu PC e depois inseri o arquivo como se fosse uma foto, tendo o cuidado para não ultrapassar os limites de corte de cada página.

Assim, pude usar as fontes New York Times e I love NY no álbum de NYC, ou a fonte English Towne normal, para o álbum do leste europeu. No álbum que acabei de fazer sobre o passeio que fizemos ao Beto Carrero, usei as fontes: Panhead e Rope MF. Usar fontes especiais dá um charme particular ao fotolivro.

Depois que concluí e recebi estes primeiros 11 fotolivros, resolvi testar outros modelos para aquelas ocasiões também especiais mas que não precisam de tanto salamaleque. Afinal, rapadura é doce, mas não é mole não! rsrs

Estou, agora mesmo, elaborando um álbum no site Artscow, para comparar a qualidade e ver se o frete internacional compensa. Depois eu conto o resultado.

Existem também outros sites, como o Shutterfly ou o Snap Fish, para quem não teme fazer compras internacionais e desenrola o inglês. Todos esses sites têm preços bem mais competitivos que os praticados em território nacional, valendo lembrar que sobre livros não são cobrados impostos ou taxas de importação.

Quer saber mais sobre fotolivros? Eu já fiz alguns tutorais aqui, aqui e aqui. 

Vale dizer que não estou ganhando nada com as divulgações acima e que  este post NÃO é um publieditorial.

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Por falar em álbuns de festa, faltam 11 dias para o aniversário da minha filha mais velha e eu só agora comecei os preparativos da reunião que ela pediu com 9 amiguinhas. Acho que estou conseguindo, não sem muito esforço, driblar minha ansiedade de viver tanto no futuro.

Queria ser normal e resolver as coisas de última hora, ao menos uma vez na vida. Parece que dessa vez eu vou conseguir. Quero tanto abrir espaço para o improviso e deixar as coisas acontecerem naturalmente, sem muita pressão. Quem me conhece sabe que este será um grande aprendizado em minha vida, mas acho que vai valer a pena.

Uma excelente semana a todos e um cheiro bem forte,

Claudinha.

    posted by Feito a Mão in foto e scrap,fotografia,fotolivro and have Comentários (31)

    Organizando fotos e álbuns de fotografia


    Olá, pessoal! Como foram de feriado de carnaval? Eu aproveitei pra descansar e dar um belo passeio com as crianças pelo Estado de Santa Catarina. Fomos ao Parque do Beto Carrero, mas também demos uma passadinha na região do Vale Europeu e pelo Balneário de Camboriú. Foi um passeio gostoso e divertido e rendeu muitas fotos. E por falar em fotos…

    Desde o final do ano passado, eu me impus uma meta: organizar todas as fotografias de festas e viagens que não haviam sido reveladas ainda. Sem perceber, deixei acumular quase um ano e meio de fotografias. Isso parece pouco, mas não é. Principalmente nessa era digital.

    Eu brinco dizendo que esse negócio de máquina digital é coisa do demo. Antigamente, a gente viajava com rolos de filme contados, tirava as fotos sem checar se ficaram boas, botava tudo pra revelar na volta, até porque a curiosidade era grande, e o que saísse do laboratório era definitivo. Se tivesse alguma foto queimada, desfocada, torta, já era. Não tínhamos chance de repetir.

    A máquina digital nos poupou das fotos feias e ruins, mas acabou nos deixando mais gulosos em matéria de cliques. Não basta um ângulo, temos de bater várias e várias poses, em nuances sutilmente diferentes. O problema é que ao invés de 300 voltamos hoje com mais de mil ou mesmo mais de três mil fotos em uma viagem de 20 dias, por exemplo. Selecionar tudo depois é fogo! Dá uma preguiça danada. Isso para não falar da pena de descartar fotos de qualidade boa, só porque são parecidas com outras 50 fotos. Onde já se viu? O resultado é que eu já conheço muita gente que não revela mais suas fotos, satisfaz-se com os álbuns do facebook, skydrive ou picasa.

    Eu não sou assim. Ainda imagino a fotografia com a poesia e brilho que só a foto impressa impõe. E por isso me cobro a manter atualizado meus álbuns.

    Este post não é propriamente um passo a passo de como fazer fotolivros, sobre isso eu já escrevi aquiaqui e aqui. A questão hoje é: não basta saber fazer, tem de praticar. Manter em ordem fotografias dá trabalho, requer disciplina e um mínimo de organização – nem que seja para organizar as pastas em nosso computador.

    Foi por isso que minha resolução de ano novo foi fazer todos os fotolivros atrasados.

    Antes de começar a fazer fotolivros, eu costumava criar páginas de scrap digital, revelá-las avulsas em tamanho 15x21cm e arrumá-las em álbuns deste tipo que aparecem na foto abaixo.

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    Já fiz alguns posts compartilhando algumas destas páginas aqui e aqui. Comprava os álbuns rústicos,  em grosso direto direto da fábrica, e os dividia com uma amiga. Geralmente eu customizava também a capa de cada álbum como já mostrei neste post no início do blog.

    Desde que eu fiz meu primeiro fotolivro, fiquei encantada com essa possibilidade. Os fotolivros têm excelente qualidade em relação às fotos reveladas em laboratório. São compactos e têm tamanhos pré-definidos, o que facilita muito sua organização no armário. Nas fotos abaixo dá para ver bem a diferença.

    Tenho vários álbuns acumulados ao longo dos anos, em formatos e tamanhos diversos. Alguns são mais altos que a altura da minha prateleira e precisam ficar na horizontal. Outros são mais baixos e desperdiçam espaço na parte superior, que eu acabo aproveitando com a colocação dos álbuns mais altos, na horizontal. O visual não fica muito bonito. Ainda planejo padronizar esses modelos de álbuns um dia. Mas isso é projeto para outra empreitada.

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    Para identificar cada álbum, costumo usar uma etiqueta auto-adesiva com o tema e a data das fotos descritos na lombada do álbum. Com o tempo as etiquetas se descolam, o que requer manutenção constante.

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    Os fotolivros dispensam esse trabalho, pois  já vêm com a lombada impressa. Fica tudo muito mais organizado. DSC02126

    Vejam como os fotolivros ficam mais compactos e padronizados no armário. Ficam até mais fotogênicos, não?

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    O modelo que eu escolho vem com uma capinha de plástico que protege os álbuns, mesmo assim eu sempre coloco um anti-mofo, para deixar a umidade bem longe das minhas fotos.

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    Todo cuidado é pouco, fala aquela que já teve o álbum do próprio casamento atingido por fungos. Fica a dica: nunca armazenem suas fotos num armário encostado à parede que separa o quarto do banheiro.

    Depois que fiz uma faxina no armário, sobrou até espaço.

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    Não vou mostrar os fotolivros neste post para não me estender demais. Fica para a próxima.

    Vamos tomar conta das nossas fotos? Afinal, são lembranças de momentos que não voltam mais.

    Um excelente final de semana a todos!

    Claudinha

      posted by Feito a Mão in dicas de organização,foto e scrap,fotografia,fotolivro and have Comentários (9)

      Personalizando o material escolar para uma volta às aulas em grande estilo


      Antes de começar a escrever o post de hoje, eu gostaria de agradecer as manifestações de apoio que recebi de vocês.

      Escrever um blog seria uma tarefa solitária, se não houvesse esse feedback. Vocês podem ter certeza de que cada comentário daqueles é responsável pela permanência aqui. Claro que gosto de ajudar, compartilhar, trocar ideias, mas gosto muito mais de conhecer pessoas com quem eu tenha afinidades. Quanto a isso, o blog tem me ajudado muito. A maioria de nós tem uma rotina bem corrida: casa, trabalho, filhos, cuidados pessoais, mas nem por isso se conforma em levar uma vida em preto e branco. Queremos cor, queremos vida, queremos dar um tom mais alegre às nossas experiências e às experiências de nossos entes queridos. Queremos uma vida plena e gorda, no sentido mais amplo da palavra, certo?

      Pois bem, todos os anos eu gosto de dar um toque personalizado ao material escolar das minhas filhas. Faço isso porque eu me lembro do quanto eu curtia o cheiro de livros novos quando era criança (ainda adoro!). Isso me traz boas recordações do quanto eu ficava ansiosa e cheia de expectativas na véspera da minha volta às aulas, nem conseguia dormir direito.

      Em anos passados, fiz capa de caderno em EVA, depois capas de cadernos em digital scrapbooking usando papel adesivo, bordei toalhinhas em ponto cruz e criei etiquetas temáticas. Neste ano, quis fazer algo mais durável e com acabamento melhor.

      Descobri o site Digipix quando ainda estava fazendo o fotolivro de aniversário de 10 anos de casamento, lembram? Recentemente, descobri também suas opções de fotopresentes. Foi então que resolvi personalizar totalmente os cadernos e agendas escolares da minhas pequenas.

      Cadernos

      Como eu estava com pouco tempo disponível para criar layouts novos, resolvi usar páginas que eu já tinha salvado quando fiz o mini álbum em scrap híbrido para o dia dos pais de 2009.

      Eu não sei quanto a vocês, mas eu costumo salvar todos os meus layouts em PSD, vai que eu queira reutilizá-los com outras fotos depois? E foi exatamente o que aconteceu.

      E assim, nasceram os cadernos da Mariana e da Clarinha, usando o “A Pocket Full Of Posies Kit”, by Katie Castillo.

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      Agendas escolares

      Quanto às agendas escolares, mudei um pouco o estilo de propósito, já que elas não precisavam ser iguais aos cadernos. Ao contrário: era mesmo interessante que se destacassem do restante do material.

      Para a agenda da Clara, criei uma composição usando o kit com 3 Retalhos, da Priscila Rocha.

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      Já para a agenda da Mariana, usei um layout que eu já tinha montado antes, quando fiz o convite em scrap híbrido para o seu aniversário de 5 aninhos. usando o kit Minnie, da Just so Scrappy, da Katie Castillo – que atualmente está fora do ar.

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      Calendários de mesa

      Empolguei-me com a produção e resolvi aproveitar o frete, criando algo que me fizesse lembrar as minhas preciosidades, enquanto elas estivessem em aula e eu trabalhando. Como se por acaso eu as esquecesse algum momento! Fiz dois calendários de mesa: um para mim e outro para o Mário.

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      Para os calendários, usei Quick Pages (Layouts Prontos) da Crazy 4 Monograms, mas preciso admitir que não salvei o nome do kit. Como o baixei há mais de 6 anos, não consegui localizá-lo na internet. E olhe que busquei por mais de meia hora, consultando até os termos de uso do kit! Bem, valeu a intenção e aqui fica a dica. Visitem o site indicado e vocês encontrarão outras lindas QP que podem ser adaptadas a qualquer ocasião. Falta de inspiração não é mais desculpa.

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      A meu ver, as QP estão para o scrap digital como os bolos de caixinha estão para a culinária. Todo mundo prefere fazer seu próprio bolo, é claro – é mais saudável, mais gostoso e mais fresquinho – mas não há quem não tenha recorrido, ao menos uma vez na vida, a um bolo de pacote, num dia daqueles em que o tempo parece voar ou quando estava começando a aprender a cozinhar.

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      Na página de dezembro, resolvi usar uma QP natalina usando um freebie chamado 4 x 6 brag book page de Merry and Bright, GottaPixel.com. Não consegui localizar o link exato do freebie, provavelmente porque ele não está mais disponível para download. Como o anterior, este kit eu já tinha em meu PC há muitos anos.

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      A vantagem de criar os próprios calendários é que dá para destacar as nossas datas mais importantes. Registrei todos os aniversários dos nossos familiares (pais, irmãos, cunhados, filhos e sobrinhos), além, é claro, de nosso aniversário de namoro e casamento. Quero ver Mário esquecer uma data agora! rsrs

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      Enfim, em apenas uma manhã de sábado eu criei todos esses itens. Claro que facilitou muito o fato de eu ter usado páginas criadas e salvas anteriormente, além de algumas quick pages, mas o que eu quero mostrar é que falta de tempo ou de criatividade não é desculpa para não ousarmos fazer algo mais significativo.

      Saiamos da nossa zona de conforto, de vez em quando. O resultado pode ser muito compensador.

      Um bom retorno às aulas para as nossas crianças e tenhamos todos uma excelente semana,

      Claudinha.

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        A formatura do ABC da minha pequena


        Recebi um e-mail da leitora querida, Luciana Sayão, estranhando minha ausência. Foi só aí que percebi que já fazia mais de duas semanas que eu não aparecia por aqui! Nem me dei conta de que já tinha passado tanto tempo.

        Estive tão ocupada com outros projetos que mal tive tempo de respirar. Dormir mais de 5 horas por noite, então? Puro luxo!

        Vocês já sabem o quanto o mês de dezembro pode ser corrido para qualquer um, não? Imagine se o sujeito ainda abraça outros compromissos além daqueles normais dessa época? E eu, quando me comprometo com algo, vou até o fim.

        Minha caçula concluiu sua primeira etapa discente: formou-se no ABC no último dia 13. Eu me voluntariei para elaborar as lembrancinhas da turma e montar a arte para imprimir na camiseta que a turminha usou na festa do buffet.

        Além disso, fiz uma vídeo retrospectiva com fotos tiradas desde o primeiro dia de aula na pré-escola. O trabalho maior foi coletar as fotos junto a todas as mães e agrupá-las de acordo com o ano e ocasião.

        Foi o suficiente para me manter ocupada por uns 15 dias, pelo menos. É uma pena que eu não possa compartilhar o resultado final, por questões de segurança, já que na maioria das fotos as crianças estão de farda.

        Resolvi fazer uma lembrancinha simples, que tivesse a ver com o momento comemorado. Pensei em montar um kit de material escolar e acabei optando por um kit de pintura, que servirá para entreter as crianças durante as férias. O kit foi composto por uma tela e um estojo de aquarela com pincel.

        ABC

        O diferencial ficou por conta da embalagem, feita nos tons da festa (e da etiqueta nominal, criada com o kit School Days, da Just so Scrappy. Embalei com saco plástico transparente, uma folha de papel seda amassado e um laço de fita TNT. Os meninos receberam a embalagem na cor azul.

        Usei o mesmo kit para fazer a arte das camisetas que as crianças usaram no salão de festas, dois dias após as solenidades oficiais.

        abc2 (Borrei o logo da escola, de propósito).

         

        A decoração da mesa do buffet já estava inclusa no pacote e foi muito feliz na escolha dos tons. A combinação ficou alegre e cheia de vida.

        abc3 A mesa foi montada pelo pessoal da Criativitá.

         

        Acima da mesa, o telão exibia a vídeo retrospectiva durante toda a festa.

        abc4Detalhes: cupcakes e bolo temático. Mesas dos convidados com capas de cadeiras coloridas e vista geral do salão.

         

        Para identificar cada mesa, um display com fotos do “formando”:

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        E foi por isso que estive ausente. Vocês me perdoam?

        Para encerrar o post de hoje, gostaria de compartilhar uma linda música do Toquinho, que me faz pensar no quanto o tempo passa rápido! Parece que foi ontem que eu fazia o post da formatura do ABC da Clarinha! Agora é fato: eu não tenho mais filha nenhuma na pré-escola! Sei não se estou preparada para isso…

         

        Na segunda eu volto, com meus votos de um feliz natal.  Preciso agradecer a companhia de vocês durante mais um ano de existência do blog com todo o carinho de que sou capaz. Não dá pra misturar os assuntos. Até lá!

        Cheiro enorme pra todo mundo e um ótimo final de semana!

        Claudinha

         

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        Para saber mais:

        Como fazer uma vídeo retrospectiva

        Digital scrapbooking para iniciantes

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          Detalhes do café regional e a lembrancinha que eu preparei para a ocasião


          Como eu prometi no último post, darei maiores detalhes sobre a confraternização que fizemos no grupo de Pilates. 

          Escolhemos como tema um café regional. A maioria das meninas não bebia nada alcoólico, seja por causa da religião, seja porque estivesse de dieta ou porque fosse abstêmia por natureza. Então, dessa vez, as xícaras e bules funcionaram de verdade.

          café regionalNão fosse pelos 5 metros de chita, eu diria que não comprei nada para ornamentar a mesa e a varanda. Minha casa já tem muitos itens regionais, naturalmente. Tudo o que fiz, foi realocá-los de seu lugar de origem para  a mesa de jantar.

          As galinhas cangaceiras e as frutas de tecido migraram da cozinha para lá. Já a barca de cipó veio do centro da sala de estar.

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          As estatuetas de ferro, deixaram a minha estante da sala, para posarem orgulhosas de ser nordestinas. O Guerreiro representado no chapéu do homem faz alusão expressa ao folclore alagoano.

          O vasinho com cacto veio da mesinha da varanda. A neguinha de vestido estampado veio do meu gabinete. A escultura de madeira da retirante grávida com um pote da cabeça veio do mezanino. E assim por diante. Saí catando todos os enfeites que pudessem ser aproveitados no tema da reunião.

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          Como a varanda já era naturalmente decorada nesse estilo, foi lá que resolvi nos instalar. Principalmente por ser mais ventilado e agradável. Coisa imprescindível numa noite quente de verão. Para complementar, apenas uma passadeira de filé sobre o aparador da sala de jantar que foi transferido para lá, para acomodar as lembrancinhas.

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          A mesa antes das comidinhas chegarem

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          E depois dos comes e bebes arrumados

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          Comes & bebes

          Para acompanhar o café, pão de queijo, pastéis de carne moída, bolos regionais (de banana, de rolo, de massa puba e de batata doce), atolado de macaxeira com carne de sol e caldo verde.  Para quem estava bebendo, tijolinhos de tapioca com queijo coalho e mel de engenho. E para sobremesa: cartola (banana assada com queijo coalho e mel de engenho) e sorvete de tapioca.  Tudo delicioso e muito regional.

          café regional - guloseimas

          As lembrancinhas

          Resolvemos também trocar lembrancinhas, que podiam ou não ser regionais.

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          Três meninas se inspiraram no natal. A Polly levou bloquinhos de anotação com imagens de Papai Noel, a Marlete levou anjinhos de sabonete e a Alice levou um menino Jesus numa manjedoura. Já a Cida levou espelhinhos para colocar na bolsa e a Daíse levou pães de mel embrulhados num saquinho de chita. A Simone levou um jogo de raciocínio lógico, que me deixou louquinha, mas finalmente consegui tirar a bendita argola depois de meia hora de tentativas. Acho que as 6 taças de espumante que eu tomei devem ter adormecido pelos neurônios. hahaha

          A menção especial vai para a Andréia, que resolveu presentear-nos com o livro recém publicado por sua filha, Nicole Marques, de apenas 11 anos! Sem dúvida alguma, uma lembrancinha muito peculiar e especial. 

          A garota que queria escrever um livro está à venda, e quem se interessar pode contatar a Andréia Marques pelo facebook. Eu imagino o quanto ela deve estar contente com o resultado do livro, eu morreria de orgulho, em seu lugar!

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          Passo a passo da minha lembrancinha

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          A lembrancinha que eu entreguei foi algo voltado ao Pilates. Resolvi fazer uma coletânea de todos os CDs de relaxamento e meditação que eu tinha em casa. O passo a passo está descrito logo abaixo.

          1. Convertendo CDs de música em MP3

          Converti as músicas para o formato MP3, usando o Windows Media Player. Fiz isso, usando este tutorial aqui. 

          2. Gravando um CD de dados

          Uma vez convertidas as músicas escolhidas, gravei-as num CD, utilizando o programa Nero Express, na opção gravar um CD de dados. Aqui tem um passo a passo de como fazer isso. Não vejo por que reproduzi-lo.

          3. Criando o envelope do CD

          Depois dos CDs gravados, desmontei um envelope de CD que eu tinha em casa, para usá-lo como molde. Risquei e cortei este molde sobre papéis de scrap de cores variadas. Cortei usando tesoura mesmo, já que eram apenas 8 unidades.

          Colei as abas laterais do envelope e pus o CD dentro.

          4. Fazendo as etiquetas dedicatórias

          Para finalizar a embalagem, cortei tags, usando um cortador manual para scrap. Escrevi uma pequena mensagem desejando paz e tranquilidade às minhas convidadas. Talvez porque fosse tudo do que mais eu estivesse precisando no momento.

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          A tag dizia:

          “Podemos encontrar a paz de várias maneiras. Meditar, relaxar, praticar o bem, não guardar rancor e cultivar amizades são apenas alguns exemplos. Que este CD possa lhe trazer um pouco de paz e tranquilidade.”

           

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          5. Cortando imagens na silhouette

          Na parte da frente da tag, eu resolvi colocar imagens de uma pessoa em posições de Pilates, já que tínhamos esse interesse em comum e a confraternização era do grupo de Pilates. 

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          Usei o mesmo arquivo que eu já tinha usado quando escrevi o post sobre os benefícios do pilates.

          pilates

          6. Convertendo um arquivo PNG em STUDIO, para utilizá-lo no software da silhouette

          Para cortar as imagens, usei minha silhouette. Mas antes foi preciso converter o arquivo original (PNG) para o formato STUDIO, compatível com a máquina.

          Foi graças a este magnífico e esclarecedor tutorial que eu consegui converter a imagem acima. Vocês não imaginam o quanto fiquei satisfeita com isso. É muito reconfortante e libertador saber que agora posso cortar tudo, absolutamente tudo o que eu desejar, sem depender de cartuchos ou arquivos pagos.  I love my silhouette!

          Eu sabia que era possível fazer isso, mas ainda não tinha tido tempo para pesquisar a respeito, nem muita paciência para aprender a fazer todo o procedimento. Certas coisas é melhor fazer de cabeça fria, sem pressa.

          7. Dicas de como reutilizar uma base de corte sem muitos gastos

          Outra dica muito boa para as silhouette maníacas é que é possível reciclar a base de corte em casa. Vocês já devem ter percebido como os acessórios da silhouette são caros, não? A base de corte é um deles. As meninas da Die Cut & Cia prepararam um post exclusivo sobre como reciclar a base de corte usando a cola Spray Mount.

          Eu demorei para encontrar essa cola. Só consegui pela internet. Mesmo assim, por um preço um tanto salgado, o que somado ao frete ficou mais salgado ainda. Só depois que eu já tinha comprado, foi que a Erika Menezes deu-me outra dica valiosa, que nos possibilita economizar ainda mais!

          Ela me ensinou que dá para usar a cola permanente Acrilex, que custa cerca de 2 reais o potinho. Você passa com o pincel, vai colocando uma folha pra tirar a cola. Coloca e puxa, coloca e puxa, daí ela fica pegajosa igual à cola original.

          Eu não digo que é conversando que a gente se entende? Quanto mais eu leio, mais vejo que nada sei sobre minha silhouette. Estou engatinhando ainda.

          8. Como fazer sua base de corte em casa

          Outra dica fabulosa que aprendi com a Erika é que dá para fabricar uma base de corte usando acetato de espessura aproximada à da base de corte original. Vejam só que belezura! Eu nunca imaginaria isso! Aqui em Maceió, já comprei acetato por metro na Felícia, mas imagino que em qualquer papelaria de vergonha é possível encontrar o produto.

          Bom, dicas da silhouette dadas. Sigamos adiante.

          9. Enfeitando o envelope do CD com fuxico e palhinha

          Cortadas as imagens das “pilateiras”, colei-as sobre as tags usando fita adesiva dupla face de espuma (mais conhecida como fita banana). Para arrematar, um pequeno fuxico feito com chita e um lacinho de palhinha que também foram colados com a mesma fita.

          DSC01075

          Estou pensando em fazer uma versão natalina deste CD, para presentear as professoras de aulas adicionais das meninas (natação, handebol, dança, música, inglês, relações interpessoais, coordenação, orientação, a motorista da perua escolar, sua assistente etc. etc. etc.). E tudo em dobro, porque eu tenho duas filhas! É tanta gente que só fazendo uma lembrancinha mais acessível para não deixar ninguém de fora. 

          Acho que dá para aproveitar até mesmo a chita que usei, já que seus tons lembram o natal. Nesse caso, faria os envelopes verdes ou vermelhos e cortaria imagens natalinas para as tags. Até já fiz a seleção musical. O que vocês acham?

          Uma excelente semana e um cheiro bem grandão pra todo mundo!

          Claudinha

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