E o romance? Vai bem, obrigada.


Outro dia, conversávamos alguns amigos sobre como as pequenas coisas do cotidiano vão minando o romantismo de um relacionamento. Éramos quatro casais, todos casados há pelo menos cinco anos, todos com filhos, ou enteados, dois deles num segundo casamento.

O tema surgiu despretensioso, irrigado por algumas doses de uísque, após descobrirmos que uma das nossas interlocutoras recebia um buquê do marido, a cada dia 11 de todo mês, há mais de cinco anos, em comemoração à data de sua união.

Boquiabertas e, por que não dizer, com uma pontinha de inveja, provocávamos nossos consortes para que eles imitassem a conduta do colega Guilherme, e foi então que Cris, sua esposa, atiçou gasolina na fogueira: – E ele ainda hoje me abre a porta do carro!

Foi a gota d’água. As gargalhadas corriam frouxas como quem duvidasse de tal proeza. E foi então que eu senti que tinha que defender a honra do meu marido, a quem, para os meus critérios, pelo menos até então, julgava bastante romântico. E assim levantei a hipótese seguinte.

Romantismo 0 x 1 Segurança

Em minha opinião, uma das ferramentas que contribuiu para que o romantismo fosse, em parte, eliminado nos casamentos modernos foi a invenção da chave de carro com alarme embutido.

Ela, sim, é a grande vilã no fato de Mário não me abrir mais a porta nos dias de hoje, como fazia antigamente. Ela e o fato de Maceió ter sido considerada a capital mais violenta do país e a terceira do mundo, é claro!

Quem vai marcar bobeira ao sair de um restaurante, às onze da noite, numa rua mal iluminada e, pior ainda, com duas crianças? Nada disso. Não seria prudente. Dá-lhe cá um clique e, num passe de mágica, todas as portas se abrem instantaneamente, acomodando todos os passageiros ao mesmo tempo. É pá-pum! Entra, trava porta, coloca cinto de segurança, confere se as crianças colocaram seus cintos e pisa no acelerador, porque assalto em movimento só o do trem pagador.

Todos pareciam concordar comigo que, no quesito romantismo versus segurança, não sobrava muito espaço para o cavalheirismo.

Romantismo 0 x 1 Rotina

Foi então que Carlos me acudiu com sua teoria. Sim, porque nessas horas, todo mundo vira psicólogo:

- E tem mais! Eu não envio flores em toda data comemorativa para a Leu, pois percebi que o ato já não estava obtendo o mesmo resultado de antes. Abstenho-me em prol da surpresa, para que quando ela receba um buquê seja de fato algo especial.

O impacto de sua colocação causou um frisson generalizado no grupo. Todos, exceto Guilherme e Cris, por razões óbvias, pareciam concordar.

Imediatamente lembrei-me de algo que li, tempos atrás, sobre o que os especialistas costumam chamar de acomodação hedônica. Trata-se de um fenômeno capaz de nos fazer deixar de achar graça até em coisas boas, com o passar do tempo. Por isso podemos ficar habituados a dirigir um carro de luxo ou a comer caviar diariamente no jantar, por exemplo, sem sentir aquela sensação de êxtase de quem o faz pela primeira vez.

Realmente o grupo estava chegando à conclusão de que o romantismo não poderia ser banalizado. No conflito do romance com a rotina, parece que a segunda também levava vantagem. Mas quem consegue ser criativo o tempo todo, após 10, 12, 15 anos de casamento?

- Não é justo! – Gritamos as mulheres. – Deve haver uma maneira de manter acesa a chama romântica sem cair em clichês. Prova disso somos nós, bem casados, apesar do passar dos anos… Ou não?

E seguimos na árdua tarefa de dissecar as pequenas atitudes do dia a dia capazes de acentuar ou diminuir o romantismo do casal.

Romantismo 0 x 1 Economia doméstica

Embora motivada a defender o romantismo, tive de agir como advogada do diabo, pois me lembrei do motivo que me levou a pedir que Mário parasse de me enviar flores. Aliás, me lembrei, não. Fui lembrada pelo próprio, que a essa altura já interferia no papo com as bochechas rosadas pela timidez.

É que depois de apreciar o buquê durante a primeira meia hora e sentir aquela sensação gostosa que toda mulher sabe bem reconhecer, restavam-me sete dias, quando muito, para testemunhar seu declínio progressivo até se transformar num monte de galhos secos que iriam ao lixo, sem dó nem piedade.

É duro acompanhar ao vivo a putrefação de 80 ou 100 reais, no centro de sua mesa de jantar. Devo dizer que talvez eu seja uma mulher atípica quando assumo que prefiro a utilidade à beleza.

Que esse dinheiro fosse empregado numa coisa mais útil e durável foi o pedido que fiz ao meu digníssimo esposo, que obedientemente me atendeu.

Pronto, será que eu joguei a derradeira pá de cal sobre o romantismo do meu casamento? Só porque o eximi da obrigação de me enviar flores em datas especiais?

Vamos concordar que ser romântico custa caro! Jantares à luz de velas, flores, noitadas em pousadas, viagens de lua de mel não são prazeres para qualquer um, ou pelo menos não são prazeres para todos os dias do ano.

Concordávamos todos que é difícil manter o glamour do romantismo quando se tem contas vincendas das quais não se pode abrir mão.

Contrariados, admitíamos que, no duelo do romantismo com a economia doméstica, manter as contas em dias era a atitude mais romântica possível num casamento.

Romantismo 0 x 1 Filhos

Foi a vez da Fabrízia, que tinha ouvido a tudo quase calada, se manifestar. Ela, cujo marido passa grande parte da semana no interior do Estado, em razão de sua profissão, está acostumada a encarar sozinha a maioria das tarefas relativas à maternidade.

- Difícil é sobrar energia para romantismo ao final de um longo dia de trabalho, supervisão de tarefas escolares, feira, dentista, médico, etc. etc. etc. Isso quando os filhos não dão sinal de vida no meio da noite, interferindo nas atividades do casal.

Ri calada, lembrando-me das muitas noites em que fui deitar cheia de más intenções, com lingerie nova, quarto à meia luz, musiquinha ambiente e fomos interrompidos pelo barulho da babá eletrônica. Não dá pra controlar certas coisas!

E vocês hão de concordar comigo quanto à prioridade que elegemos quando os papéis de mãe zelosa e esposa apaixonada entram em concorrência, ou não?

Calma, que nem tudo está perdido…

Quanto mais conversávamos, mais fácil foi reconhecer que o romantismo é um combatente frágil, tende a sucumbir em confronto com qualquer outro rival. Não se mantém de pé sozinho. Precisa de estímulo, incentivo, cuidado, alimento.

E tem mais: o que um casal considera romântico necessariamente não serve para outras duplas. Cada um tem seu código próprio, sua linguagem particular específica para essas horas. O problema está nas expectativas que criamos, que quando muito altas tendem a gerar grandes frustrações. Ficar comparando só atrapalha.

Coloquemos, então, mais romance nos nossos relacionamentos. Ninguém disse que é fácil, mas o resultado pode ser maravilhoso!

Um cheiro e uma ótima semana a todos!

Claudinha

 

 

 

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Querem algumas dicas de como apimentar o relacionamento sem gastar horrores?

Que tal um jantarzinho romântico em casa?

jantar_para_dois 033Aqui

Ou aqui

Ou um cartão original para uma data especial?

Aqui 

Ou, quem sabe, um fotolivro com os melhores momentos do casal?

Parte 1

Parte 2

    Postado por Feito a Mão em conversa fiada | Comentários (50)
    

    50 Comentários to “E o romance? Vai bem, obrigada.”

    1. Cris Oliveira disse:

      adoreiiiii, Claudinha! E façol coro com você.. cada casal deve buscar a sua afinidade para um romantismo e comparar sempre causa frustação. Afinal cada um é cada um com suas necessidades, carências e modo de viver. Obrigada pelo texto maravilhoso. Boa semana pra vc!! beijokas!

    2. Elaine Battistel disse:

      Claudinha, muito bem explicado e exemplificado cada situação. Já passei por todas as fases que você citou e devo dizer que o romantismo algumas vezes ficou a beira de sucumbir de vez. Mas vez ou outra damos nosso jeitinho e recuperamos a nosso modo um pouco daquela coisa gostosa, de cumplicidade enfim…
      O engraçado é que temos alguns casais amigos ainda jovens, e estes costumam atormentar o Wagner dizendo que ele deveria me presentear mais, levar flores de vez em quando, etc. Ao que ele responde dizendo que o efeito é justamente o contrário, justamente por conta do que você detalhou no “romantismo vs economia doméstica”.

      Bjs

      • Feito a Mão disse:

        Elaine, ninguém deveria dar opinião no casamento de ninguém, né? Outra coisa que nunca dá certo são essas estatísticas de relações sexuais por mês. Acho tão estranho ficar estipulando um número mínimo aceitável considerado normal. O que é normalidade? Cada um é cada um e todos são diferentes. Nao acredito nesses números.

    3. Vanessa disse:

      Que lindo seu texto.

    4. Patt disse:

      dei muita risada ao ler sobre as flores… qdo namoravamos ou logo após o casamento, recebia lindas flores… depois parou… comecei a cobrar – sabe o que ele dizia? ah, vc deixava morrer todas as orquídias… e eu: ah, tenho culpa de não saber cuidar de plantas??? nem por isso quer dizer que não mereço um agradinho de vez em qdo…
      bjks

      • Feito a Mão disse:

        Paty, o Mário passou a me dar orquídeas em vasos, pra não me ver reclamar das flores morrendo. Mesmo assim, elas só duravam um mês, no máximo. E nunca consegui fazê-las reflorirem.

    5. Cynthia disse:

      Claudinha…dei muita risada com seu texto……é a pura realidade q as vezes nem percebemos q esta acontecendo………massssssssss vamos lá não deixar a peteca cair..kkk
      E viva o romantismo…
      beijo

    6. Hérika disse:

      Verdade, Claudinha, cada casal tem seu modo especial e íntimo de enxergar o romantismo. Morri de rir com seu texto, pois me reconheci muito! Beijo grande e uma ótima semana para você e sua família!

      Hérika.

    7. Taay Galvão disse:

      Olha adorei o texto. E eh desse jeitinho mesmo. Pelo menos aqui em casa. Eu não sou chegada muito a flor. Não que eu não goste. É porque além de ser caro, logo vai pro lixo. Esse negócio de abrir a porta do carro ainda dá certo e ele faz, porque ele me ajuda com o bebê.
      E tem o bebê. Haha. Que nunca deixa ficarmos um tempinho juntos. Mas damos nosso jeitinho pras coisas não ficarem tãao sem romantismo. E dá certo.

    8. Oi, Claudinha,
      Seu texto ficou ótimo!!! Dei boas risadas porque me vi em várias situações,rsrs…aqui em casa sou a romântica, casada com o prático, rs, enquanto eu lamentava a ausência das flores, lá vinha ele com presentes realmente úteis e caros, coisa que já me chateou diversas vezes,rs, mas depois de 15 anos de convivência, percebi que as flores já não fazem falta…o fator surpresa dos presentes, aliado à percepção daquilo que vai me agradar só pode ser prova de romantismo! Sabe o que faço, pra unir o útil e o agradável? Compro minhas próprias flores, enfeito a casa e fico feliz!rs!
      Beijos!

    9. Lica disse:

      Ai, Claudinha,
      Amei esse post!!! Obrigada florzinha!

    10. Sandra Dias disse:

      Adorei a matéria….. aqui em casa somos bem romanticos…rsrsr viajamos no carnaval e pretendiamos festejar o aniversario de casamento…resumindo só lembramos da data quando estávamos dentro do carro voltando na quarta feira de cinzas foi uma gargalhada geral…. esqueceram de “min” pela , sei lá 5ª vez em 11 anos de casado. Mas nem por isso não somos românticos, jantares despretensioso no meu da semana, saída para cinema, lembrança de coisas que ambos gostam, surpresa e presentes fora de época, chocolate quando percebe que esta chegando a DPM e assim vai…. adorei isso.
      Bj♥s De♥coração

      • Feito a Mão disse:

        Sandra, morri de rir com o “esqueceram de mim”. Kkk
        Deve ter sido ilário. Tb acho que data é uma convenção. Qualquer dia é dia pra celebrar o amor.

    11. Flavia Rosolem disse:

      Que texto fantastico! Parabens! E esse encontro de casais parece ter sido extremamente divertido. Devo confessar que nao sou a mais romantica das mulheres, o que nao significa que eu nao goste de supresas (boas, claro) de vez em quando. Isso e’ um problema serio aqui em casa porque meu marido tem uma dificuldade imensa em guardar segredos e acaba estragando a surpresa. Quanto a baba eletronica… e’ muito util, claro, mas e’ uma grande estraga-prazeres! Por isso ela foi demitida aqui na minha casa.
      Parabens mais uma vez por esse texto tao divertido.
      Beijos
      Flavia

    12. oi querida,eu também pedi para o meu marido não enviar flores(rss),não que não sou romântica,pelo contrario sempre estamos nos ligando indo sozinhos ao cinema,dizendo o quanto um é importante para o outro,isto basta, companheirismo é uma forma de romance você não acha?

      • Feito a Mão disse:

        Com certeza, Lílian. Aqui tb é assim. A gente demonstra com pequenos gestos. Um suco que um faz pro outro, a gentileza de apagar o abajur e interromper a leitura se o outro quer dormir, sintonizar no canal que o outro quer assistir, etc. Esses pequenos detalhes fazem a diferença.

    13. Ai Claudia, eu me diverti muito com esse post, e claro que me vi em algumas situações… rsrs… Acho que eh dificil mesmo manter o romatismo com o passar dos anos, as prioridades passam a ser outras, e se tem filhos então…. rsrs
      Agora vamos combinar uma coisa: surpresa eh bom e toda mulher gosta! Os homens também gostam né? Não precisa ser todo mes ou até mesmo ter data marcada, nem ser algo muito caro ou elaborado… mas qualquer coisa que eles façam pensando na gente, já aquece nosso coração né não?
      Beijo grande pra vc e parabéns pelo texto maravilhoso!

      • Feito a Mão disse:

        Leila, eu amo surpresa! Mas não consigo guardar segredo. Kkkk
        Quando sou eu que estou fazendo alguma surpresa, fico me roendo de vontade de contar logo.

    14. Muito bom, identifiquei-me, muito com o texto, sou uma pessoa muito romântica, meu marido é bem menos, às vezes isso causa algum desconforto,pois espero sempre mais, porém, confesso em relação as flores eu sou a culpada pois falei a mesma coisa para meu marido, prefiro algo mais durável e útil. Racionalmente flores são lindas no jardim, mas às vezes, ele poderia quebrar as regras, kkkk!
      Bjs!

      • Feito a Mão disse:

        Além de caras, Priscila, eu morro de pena de vê-las arrancadas. Não sou do tipo que enche a casa de flores. Eu tenho plantas, não flores arrancadas.
        Quando eu era solteira, tive um namorado que me presenteava com flores, apenas. Acho um presente vazio. Não dura. Flores são acompanhamento, não podem ser o presente principal, concorda? Acho que nesse aspecto eu não sou nem um pouco romântica. Gosto de coisas úteis.

    15. Lilia Faria disse:

      Claudinha, seu texto ficou muito bom. Ótimo texto.
      Tenho um marido romântico e adoro isso, rs.
      Ri com o post. Me vi em certas situações
      Adorei as dicas. Anotadas, rs.

      É… Mas ás vezes o romantismo sai meio caro né? rs.
      Beijão
      Lilia

    16. Claudinha, irresistível esse seu texto!
      A parte que mais me diverti foi a das flores: “É duro acompanhar ao vivo a putrefação de 80 ou 100 reais, no centro de sua mesa de jantar. “.
      É fato que não existe mágica, nem fórmula secreta para fazer o romance não desaparecer do casamento. Aliás, que tarefa difícil, hein!
      Cá pra nós: é muito mais fácil ter essas atitudes românticas citadas no seu post quando não se tem filhos, e principalmente quando ainda somos namorados e não temos contas em comum, nem compromisso em manter uma casa, um lar.
      Acho que o romantismo se adapta não só a cada casal, mas a cada situação e ao tempo que estão juntos.

      • Feito a Mão disse:

        Exatamente, Silvinha. Quando eu era solteira, lembro que uma amiga minha ganhou uma bolsa caríssima do esposo e teve uma reação que eu julguei inusitada: ela gostou do presente, mas o aconselhou a não comprar algo tão caro numa próxima vez. Ela me explicou que, quando as contas são conjuntas, um valor assim faz falta no fim do mês. Exatamente o que vc está falando.

    17. MandySavoy disse:

      Concordo com as coisas que você disse, e, Maceió não é tão violenta assim, shushua, defendo minha cidade mesmo.

    18. amanda helen disse:

      achei o maximoooooooo,,,,,, Claudinha vc como narradora desse tema eu nao trocaria poir outrsa naooooooooooooooo,,,,,,, mas vou deixar aqui minha dica de roimantismo, meu casamento ainda nao eh oficializado e ja estamos ha 4 anos casados, foi um reencontro depois de 15 anos de separação, nosso jeitinhjo eh a intimidade que temos, que adoça, apimenta e nos deixa mais proximo a cada dia como tomar banhjo junto, um apertao no bumbum de vez enqdo, uma bjo de bom dia e boa noite,,,,,,,,,,, com certeza temos muito probloeminmhas no cotidiano mas /tv no quarto pra acabar com nosso unico momentos naoooooooooooooo,,, bjinnnn

      • Feito a Mão disse:

        Amanda, aqui tb não usamos TV no quarto. Pensamos igualzinho! TV, nessas horas, só atrapalha.
        Morri de rir com o aperto no bumbum…

        • amanda helen disse:

          eeu cai na gargalhada Claudinha pq vc riu,,, acho que fiquei vermelha de vergonha rsrsssrsrsr, mpq escrevi tao assim,,,,,,,,,, no natural,,,,,, acho que esqueci que era net rsrssr

    19. Debbys disse:

      Ah, eu concordo com vc viu! Primeiro que o ponto de vista varia de casal pra casal; segundo que todas as suas argumentações foram aceitas, mesmo eu não sendo casada, nem tendo filho. Acho legal sim quando o namorado faz um mimo diferente, resolve abrir a porta do carro ou te surpreender com uma coisinha fofa e inesperada, mas admito que só de ouvir ele falar “eu te amo” todas as vezes que nos encontramos já é suficiente para suprir essa necessidade de romantismo. Claro que nós, mulheres, sempre esperamos contos de fadas, mas é preciso admitir a realidade e aceitar que as condições nem sempre ajudam para certas atitudes consideradas românticas. Adore o post! ^^ bjusss

    20. Adorei!!Cheguei aqui pela querida Silvia Azevedo…
      Realmente é tarefa árdua manter o romantismo, tenho 16 anos de casada e tudo o que vc listou grita alto no dia – a – dia.Concordo com a Sil de que sem filhos o romantismo é muito mais fácil, até a relação com as contas, já que elas são bem menores,rsrsrsrs
      Mas é claro que eles ñ são culpados de tudo, é preciso dedicação e vontade dos dois lados tbém…
      Tbém desisti das flores, realmente dói ver o rico din din apodrecendo,rsrsrs, parabéns pelo texto…Bjs!!!

    21. renee disse:

      Claudinha, concordo com vc em número, gênero e grau, sábias palavras, aqui em casa cai as vezes no esquecimento o romantismo, mais nos completamos em tudo, somos muito companheiros e gostamos das mesmas coisas, praticamos esportes juntos e levamos a filhinha junto, somos parceiros no Tenis, damos risadas das nossas mancadas e etc, etc e etc.. mais sinceramente nao acho que seja natural enviar todo mês as flores, primeiro tem o lance finalceiro, sim é uma pecado joga-las fora depois de uma semana, e outra coisa, romantismo pra mim é a pessoa ir comprar as flores ter esse prazer, e nao mandar a secretária, ou ja deixar isso agendado como uma obrigação, não sei se é o caso, mais fica dificil acreditar … um grande abraço…Renee

    22. Rocheli disse:

      Não precisa de comentários, a mais pura verdade.Não ha romantismo que resista a certas coisinhas do dia a dia.Um abraço

    23. Marilyn disse:

      Claudinha, adorei passar aqui. Aliás Post perfeito.
      Um bj… (lembra de mim?)

    24. Claudia, achei que só eu era uma “mulher atípica” quanto aos buquês! Rs. Meu marido me dá flores plantadas, mas até estas estão correndo risco de veto, porque não estão vingando, morrem e eu fico com pena. Acho que romantismo X rotina é o maior duelo…mas essa é uma guerra que vale a pena :-) Um beijão, adorei o texto!

    25. Leuzi Anne disse:

      Claudia, o texto ficou muito bom e rendeu muitos comentários. Nós mulheres não podemos deixar a peteca cair no quesito romantismo. Aqui em casa nas datas comemorativas não pode faltar presentes, cartões …. um café da manhã caprichado, um jantarzinho romantico naquele restaurante preferido, flores !!! Pode não ser nessa ordem, mas pelo menos dois intens não pode faltar.
      A rotina existe mas pecisamos ser vigilantes.
      Viva o romantismo!!!! Bjs Leu

    26. Que delícia de texto, Claudinha! Sempre me pego pensando: “como minha amiga escreve bem!” E de forma clara, concisa, fluida e equilibrada, sem deixar nada nas entrelinhas. Você é muito autêntica e eu adoro essa qualidade nas pessoas. Acho que a seguinte frase resumiu exatamente o que penso: ” tem mais: o que um casal considera romântico necessariamente não serve para outras duplas. Cada um tem seu código próprio, sua linguagem particular específica para essas horas”. Acho que eu e o Marcelo somos um casal fora do padrão em diversos aspectos, a começar pelo fato de que não teremos filhos. Ele nunca me deu flores nem abriu a porta do carro e olha que o pai dele já teve uma floricultura, rsrsrsrs! Mas o nosso romantismo se traduz em jantares especiais, em olhares, em palavras, gestos e atitudes. Sou bem prática em algumas questões. Prefiro ganhar algo mais útil e durável do que flores, se bem que, de vez em quando, eu adoraria ser surpreendida com um bouquet! Mas teria que ser algo raro pra não cair na rotina e virar algo que eu não consiga mais valorizar na medida que deveria. Menina, Maceió é mais violenta do que o Rio? Tem certeza? Já perdi as contas de amigos que tem medo de me visitar porque se sentem inseguros no Rio… Um beijão!!!!!

    27. Raquel disse:

      Oie,,
      Bah tchê, adorei o blog. Post muito interessantes, vc escreve muito bem mesmo.
      E sobre este post, realmente o romantismo tem que ser tratado e trabalhado sempre que possível, só temos que modelar conforme o casal, cada um gosta de um jeito diferente neh hehe..
      Adorei muito o blog, vou divulga-lo no meu e estarei seguindo sempre.

    28. liviany disse:

      Menina, adorei o post! Você tem sabias palavras pra tudo! Nossa!!!

      ADOREI e precisava mesmo ler td isso!

      Beijo grande, Claudinha.

    29. Elisandra disse:

      Muito bom o post!
      Claudia me vi em todas as situações, ja pedi para o meu marido não gastar $$ com buquê que depois irão para o lixo. E as vezes eu estou tão cansada com as tarefas de casa (são 3 filhos – um bebe de 9 meses)
      que qdo meu marido chega em casa não tenho tempo nem de conversar; uma loucura!!
      bjs parabéns

      • Feito a Mão disse:

        Elisandra, acho que todo mundo passa por isso. O importante é a gente tentar encontrar um tempinho a sós, para conversar e cultivar o encantamento inicial. Tenho conhecidos que resolveram esse problema caminhando juntos umas 3 vezes por semana. Outros ajustaram os compromissos para irem, pelo menos, uma vez ao cinema sozinhos, mesmo que numa matinê na sexta-feira à tarde. O meu jeito é nos dar umas duas semaninhas de folga por ano, quando viajamos juntos sem culpa e revivemos o namoro do começo dos tempos. É tao revigorante!!!!! Pena que é só uma vez por ano.

    30. Tuka Siqueira disse:

      Depois de 19 anos de casada e 5 filhos, acho extremamente romântico quando o marido toma conta das crianças e fecha a porta do quarto pra mim dormir uma horinha a mais.
      Romantismo é cuidado, preocupação, auxílio.
      Adorei o post!

      Bjs

      • Feito a Mão disse:

        Tuka, eu tb ando com baixas expectativas… não espero flores ou presentes e cartões românticos. Me satisfaz que ele pegue as meninas na escola quando estou no trabalho, ou que as leve ao médico ou para fazer exames, para que eu não perca um compromisso importante. E essas coisas, no fim das contas, valem muito mais esforço, pois são feitas todo dia e são comportamentos espontâneos que demonstram interesse e carinho, não é mesmo?

    31. Marta disse:

      Terei agora meu filhote, mas sempre gostei de preparar essas coisinhas… jantares, lanchinhos.. espero conseguir manter a mesma coisa que antes.. agora com mais integrante..rsss
      Beijos

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